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Jesus foi casado? Pai de família? Pesquisador divulgará 100 novas revelações sobre Jesus. Confira algumas

Novas revelações sobre a vida de Jesus virão à tona, segundo ele. Além de assegurar que Jesus foi casado e que Maria teve um segundo marido após José, o autor garante que Jesus também foi pai. Segundo pesquisa feita durante a preparação do livro Jesus, a Semente, ele alega ter encontrado fatos que revelam que quando Jesus foi crucificado, sua esposa estaria com três meses de gravidez.
Desde dezembro do ano passado, o escritor Soham Jñana vem anunciando uma série de revelações sobre a vida de Jesus. Eles nasceu em Portugal, mas ficou radicado na França, escolheu assinar suas obras com um pseudônimo curioso, usando palavras do sânscrito. Segundo ele, Soham significa “Aquele, Eu Sou” ou “Sou Aquele que é proveniente de Aquele que é igual”. Por sua vez, a palavra Jñana se refere à Palavra Perdida ou Sabedoria Perdida (aquela que não sabíamos que sabíamos).
Ao todo já foram feitas 14 revelações, mas até o lançamento do livro, anunciado para 12 de outubro deste ano, o autor promete chegar a 32 revelações. O autor passou seis anos pesquisando sobre a vida de Jesus e anuncia que anunciará verdades inéditas e baseadas em fatos comprovados por suas pesquisas em textos bíblicos e documentos diversos.



São cerca de 800 páginas com informações históricas sobre o nascimento, crescimento, casamento e morte de Jesus. Soham diz que chegar às respostas que colocam em xeque muitos dos mitos que cercam o Jesus da fé demandou muito dele:
“Fui confrontado com indagações de enorme amplitude, tendo tido, para inquirir respostas, de interrogar as fronteiras de conhecimento que a tradição institucional construiu. Qual não foi minha surpresa, com base na coerência investigativa, suportada na descoberta de laços e nexos, de relações e conexões até hoje ignoradas, ver aos poucos ser resgatado um inesperado homem Jesus. Essas descobertas desmistificam e questionam o discurso estabelecido por muitos historiadores, teólogos e pesquisadores cúmplices, em maior ou menor grau de consciência, do Jesus da fé, que até hoje prevalece sobre o homem Jesus”, afirma.
Para Soham, a trilogia vai permitir uma visão crítica dos acontecimentos que marcaram a vida de Jesus. “Antes de mais quero deixar claro que a trilogia fala sobre a vida e mensagem do Jesus homem, e não do Jesus da fé pessoal, porque os há tantos quantos crentes, nem do Jesus dos teólogos, fabricado para sustentar as verdades das igrejas, nem do Jesus dos historiadores que não se entendem sequer entre eles sobre uma biografia comum”, destacou.
Soham Jñana dedicou boa parte de sua vida aos estudos, tendo realizado várias palestras sobre temas religiosos na Europa. Todo seu aprendizado durante as pesquisas serão levadas ao conhecimento público com o lançamento de três livros. O primeiro, Jesus – a Semente será lançado em outubro. Na sequência, serão lançados os livros Jesus – a Árvore e Jesus – o Fruto.
Ele avisa que será uma edição limitada e que não pretende lucrar com isso. Seu site traz a seguinte explicação: “Todos os direitos autorais reverterão para uma fundação cujos fins sejam de promover uma nova espiritualidade, através da qual o homem possa se libertar de qualquer filiação ou dependência a sistemas dizimeiros ou diversamente mercantis de pensamentos ou crenças baseados em cultos, dogmas e ritos, por forma a permitir a todo o Ser um autêntico, verdadeiro, real e genuíno reencontro com o Divino nele”.
Algumas “revelações” sobre Jesus Cristo
Jesus não morreu no ano 30, com 33 anos de idade, como comumente aceito pela maioria dos historiadores e teólogos.
Os avós maternos de Jesus foram assassinados em Séforis, então capital da Galileia, no ano 5 AC, alguns meses antes dele nascer.
Existem provas irrefutáveis de que Jesus nasceu em outra localidade.
Evidências contidas na própria Bíblia revelam que desde a infância Jesus foi criado e educado, cresceu e viveu como membro de uma família de classe média alta
Aos 20 anos, Jesus passou a cuidar de sua mãe, de sues quatro meio-irmãos e de suas duas meia-irmãs.
Evidências demonstram que sua esposa estava com pouco mais de 3 meses de gravidez quando foi crucificado
Jesus conheceu seu pai biológico apenas aos 38 anos de idade.

SEM TEMPO PARA BOBAGENS

SEM TEMPO PARA BOBAGENS
de Ana Valéria Sande


Era uma vez uma senhora chamada Cristina, de 80 e poucos anos, que enviuvou e estava arrumando suas coisas para mudar-se de endereço, visto que sua casa havia ficado grande demais para ela sozinha (seus
filhos já estavam grandes, casados e com seus próprios filhos).

Encaixotando seus objetos pessoais, para a mudança, dona Cristina encontrou uma foto tão antiga e empoeirada que nem dava para saber o que continha.

Ela cuidou de limpar esta foto cuidadosamente, para saber do que se tratava.

A fotografia antiga, em preto e branco, muito bonita, retratava um casal sorridente e feliz...

Esta foto transportou dona Cristina a um passado distante, de mais de 50 anos atrás. Levou-na a recordar de um namorado de sua juventude, cujo nome era João.
Uma das filhas que estava ajudando dona Cristina na arrumação de suas coisas perguntou à mae sobre a foto, do que se tratava.
A senhora contou-lhe que tratava-se de um namorado de sua juventude, cujo nome era João e que após tantos anos, havia perdido o contacto (ele poderia até ter falecido).

A filha, muito impressionada com a beleza da foto, pediu que a mãe não se desfizesse desta.

Então a filha muito curiosa, procurou na lista telefônica o fone do Sr João, que morava em outra cidade.
A filha passou o fone à mãe para falar diretamente com o Sr João.

Dona Cristina, meio nervosa e ao mesmo tempo eufórica, falou com o Sr João a respeito da foto, perguntando-lhe se ele não se interessava em ter esta foto, uma vez que ela ia se desfazer desta.
Para sua surpresa, Sr João não só se interessou pela foto, como também combinou que iria até a Cidade de dona Cristina resgatar a foto.

Alguns dias depois, dona Cristina recebe uma ligação do Sr João, dizendo que já estava na cidade, hospedado em um Hotel, perto das imediaçoes de sua casa, e gostaria de encontrar-se com ela, a fim de pegar a foto.

Dona Cristina convidou-o para ir à sua casa, na mesma tarde, para conversarem e lembrarem da velha amizade.
Sr João foi à casa de dona Cristina e conversaram durante a tarde inteira.

Sr João confidenciou a dona Cristina que também havia ficado viúvo e ..disse-lhe que iria pernoitar na cidade, convidando-a para tomar café-da-manhã no dia seguinte.

Dona Cristina foi ao seu encontro. Durante este café passaram horas relembrando o passado e contando como foi a vida deles nestes quase 60 anos que havia se passado. Algum tempo depois decidiram que ainda
tinham coisas em comum e que gostariam de se casar. Começaram a fazer planos e alguns meses depois já estavam casados.
Atualmente o casal têm duas casas, em cidades diferentes, e desfrutam de ambas.

Uma coisa que me chamou atenção nesta linda e verídica história é que alguém perguntou à dona Cristina se o casal não discutia, pelo fato de Sr João ter algumas idéias diferentes da dela.

Ela simplesmente respondeu, “Nós não temos tempo para isso, pois já somos muito velhos, podendo, portanto, morrer a qualquer momento e não queremos perder tempo com bobagens”.

Meus irmãos, se você é casado e leu esta história até aqui, você acha que tem muitos anos ainda para viver, e que “amanhã” irá ter tempo finalmente para amar seu cônjuge como realmente ele ou ela necessita e deve ser amado?

Meus amados, hoje é O DIA de dizer para o seu cônjuge “Eu o(a) amo e, a partir de agora, não quero mais perder tempo com bobagens”.

http://www.iluminalma.com.br/vec/1012/02-bobagens.html
Copyright © Ana Valéria Sande . Todos os direitos reservados.

Corre, Jesus, corre!!


Jesus ficou o ano todo trancado em um armário.
Hoje o tiraram porque está chegando o Natal; passaram nele o espanador, o lavaram, o enfeitaram e cobriram seu corpo com papéis coloridos.
Puseram-no na árvore com estrelas e velas entre guirlandas e neve feitas com fibra de vidro.
Agora que a família se distrai com o álcool, Jesus desce da árvore e escapa pela janela!
Corre, Jesus, corre, para as pessoas não te alcançarem!
Que não te aconteça o que já te aconteceu!
Jesus escapa do templo onde o sacerdote o mantém preso e o vendedor de Bíblias o oferece em doze parcelas…
Jesus escapa das senhoras que só fazem pedidos,
dos senhores que se lembram dele somente na igreja, da tristeza do trabalhador, do tédio do patrão, dos gordos… de barba de algodão que distribuem idiotices e nozes, dos falsos profetas que acalmam a consciência dos ladrões nos salões, dos chorões que o crucificam a cada ano.
Jesus escapa pela estrada em busca de uma nova Maria, para refugiar-se em seu seio e se salvar desta sociedade medíocre!
Corre, Jesus, corre, para as pessoas não te alcançarem!
Que não te aconteça o que já te aconteceu!

(Trecho de “Corre, Jesus, corre”, Facundo Cabral, CD Pateando Tachos, extraído do livro O que é Missão Integral? C. René Padilla – Editora Ultimato)

Me Chame Apenas de Jesus

de Max Lucado

Muitos dos nomes na Bíblia que se referem ao Senhor são imponentes e augustos: Filho de Deus, Cordeiro de Deus, Luz do Mundo, A Ressurreição e a Vida, Estrela da Manhã, Aquele que Devia Vir, Alfa e Omega.
Essas são frases que esticam os limites da linguagem humana num esforço para capturar o que é incapturável, a grandeza de Deus. E por mais que tentem elas nunca satisfazem. Ouvi-las é quase que ouvir uma banda do Exército de Salvação tocar na esquina o "Messias" de Handel por ocasião do Natal. Uma boa tentativa, mas não funciona. A mensagem é majestosa demais para o meio de comunicação.
O mesmo acontece com a linguagem. A frase "Não há palavras para expressar..." é a única que pode ser honestamente aplicada a Deus. Nenhum nome lhe faz justiça.
Mas existe um nome que recorda uma qualidade do Mestre que confundiu e compeliu aqueles que o conheceram. Ele revela um lado dele que, quando reconhecido, é suficiente para fazer com que você se prostre.
Ele não é pequeno nem grande demais. E um nome que se ajusta como o sapato se ajustou ao pé de Cinderela.

Jesus.

Nos evangelhos é o seu nome mais comum — usado quase 600 vezes. E era mesmo um nome comum. Jesus é a forma grega de Josué, Jesua e Jeosua — todos nomes familiares no Velho Testamento. Houve pelo menos cinco sumo sacerdotes conhecidos como Jesus. Os escritos do historiador Josefo se referem a cerca de vinte pessoas chamadas Jesus. O Novo Testamento fala de Jesus, o Justo[1], amigo de Paulo, e o feiticeiro de Pafos é chamado Bar-Jesus[2]. Alguns manuscritos dão Jesus como o primeiro nome de Barrabás. "A quem quereis que eu vos solte, a Jesus Barrabás ou a Jesus, chamado Cristo?"[3]
Qual é o ponto? Se Jesus viesse hoje, o seu nome poderia ser João, Beto ou Carlos. Se ele estivesse aqui hoje, é duvidoso que se distanciasse com um nome elevado como Reverendo Santo Divindade Angelical III. Não, quando Deus escolheu o nome que seu filho teria, ele escolheu um nome humano.[4] Preferiu um nome tão típico que aparecesse duas ou três vezes em qualquer chamada de escola.
"O Verbo se fez carne", disse João, em outras palavras.
Ele era palpável, acessível, alcançável. E, mais ainda, ele era comum. Se estivesse aqui hoje você provavelmente não o notaria quando estivesse em meio a uma multidão fazendo compras. Ele não faria as cabeças se voltarem por causa das roupas que usava ou pelas jóias com que se adornava.
"Me chame apenas de Jesus", quase se podia ouvi-lo dizer.
Ele era o tipo de pessoa que você convidaria para assistir um jogo de futebol em sua casa. Ele brincaria no chão com seus filhos, cochilaria no seu sofá, e faria churrascos em sua grelha. Ele riria das suas piadas e contaria algumas das dele. E quando você falasse, ele ouviria como se tivesse todo o tempo da eternidade.

Uma coisa é certa, você o convidaria de novo.
Vale a pena notar que os que o conheciam melhor se lembravam dele como Jesus. Os títulos, Jesus Cristo e Senhor Jesus só aparecem seis vezes. Os que andaram com ele, não se lembravam dele com um título ou designação, mas com um nome — Jesus.
Pense nas implicações. Quando Deus decidiu revelar-se à humanidade, qual o meio que usou? Um livro? Não, isso foi secundário. Uma igreja? Não. Isso foi uma conseqüência. Um código moral? Não. Limitar a revelação de Deus a uma lista fria de "faça" e "não faça" é tão trágico como olhar para um mapa rodoviário e dizer que você viu as montanhas.
Quando Deus decidiu revelar-se, ele fez isso (surpresa das surpresas) através de um corpo humano. A língua que ressuscitou os mortos era humana. A mão que tocou o leproso tinha sujeira debaixo das unhas. Os pés sobre os quais a mulher chorou eram calosos e empoeirados. E suas lágrimas... oh, não se esqueça das lágrimas... elas vieram de um coração tão quebrantado como o seu ou o meu jamais o foram.

"Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas"[5] (Heb 4:15)

As pessoas se aproximavam então dele. Puxa, como o procuravam! Elas surgiam à noite; tocavam nele quando caminhava pelas ruas; seguiam-no até o mar; convidavam-no para suas casas e colocavam seus filhos aos pés dele. Por quê? Porque ele se recusou a tornar-se uma estátua numa catedral ou um sacerdote num púlpito elevado. Ele escolheu em vez disso ser Jesus.
Não há sequer uma sugestão de alguém que temesse aproximar-se dele. Havia alguns que o ridicularizavam. Havia outros que o invejavam. Outros ainda que não o compreendiam. E outros que o reverenciavam. Mas não havia ninguém que o considerasse santo demais, divino demais, ou celestial demais para ser tocado. Não houve uma pessoa sequer que relutasse aproximar-se dele com medo de ser rejeitada.

Lembre-se disso.
Lembre-se disso da próxima vez que ficar surpreso com suas próprias falhas.
Ou da próxima vez em que acusações ácidas fizerem buracos em sua alma.
Ou da próxima vez em que olhar para uma catedral fria ou ouvir uma liturgia sem vida.
Lembre-se. É o homem que cria a distância. É Jesus quem constrói a ponte.
"Me chame apenas Jesus."

Os Malfeitores Crucificados Com Jesus

Lemos em Lucas 23.32-33: "E também eram levados outros dois, que eram malfeitores, para serem executados com ele. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores, um à direita, outro à esquerda". O Senhor Jesus tinha predito que, com relação à Sua execução, toda a Escritura teria de se cumprir, inclusive a passagem que diz que Ele seria contado com os malfeitores (Lc 22.37). Ele referia-se a Isaías 53.12, onde está escrito: "Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu". Aproximadamente 700 anos depois, a profecia cumpriu-se literalmente quando o Senhor Jesus foi crucificado no meio de dois malfeitores. O Evangelho de Marcos também relata que "com ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita, e outro à sua esquerda. E cumpriu-se a Escritura que diz: Com malfeitores foi contado" (Mc 15.27-28).

Mateus 27.44 diz que os dois malfeitores zombaram do Senhor Jesus juntamente com as pessoas que passavam por eles, com os soldados, sumos sacerdotes e anciãos: "E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido crucificados com ele". Mas um desses malfeitores apercebeu-se do engano que estava cometendo e mudou sua atitude em relação a Jesus. Ambos haviam presenciado a oração de Jesus por aqueles que O pregavam na cruz: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes" (Lc 23.34). Eles também viram Jesus, em meio à dor insuportável que estava sofrendo, preocupado com Sua mãe e com Seu discípulo João (Jo 19.25-27). Além disso, foram testemunhas da relação profunda entre Jesus e Seu Pai, e como o Senhor Jesus orava sem que uma maldição, reclamação ou uma palavra sequer de amargura passasse pelos Seus lábios. Eles viram-nO igualmente pregado na cruz como um cordeiro, totalmente submisso, suportando com paciência todo o desprezo e a zombaria do povo. Mas um deles se convenceu que Jesus tinha de ser mais do que diziam que Ele era. Seria verdade o que haviam escrito como acusação na cruz, acima de Sua cabeça: "Jesus de Nazaré, rei dos judeus"? Esse malfeitor reconheceu repentinamente sete coisas significativas a respeito de Jesus:
1. Que Jesus era sem pecado, absolutamente inocente, mas que estava dependurado na cruz como se fosse um amaldiçoado (Lc 23.40-41).
2. Que eles estavam errados zombando de Jesus, principalmente seu colega de infortúnio (v. 40).
3. Ele próprio foi repentinamente tomado pelo temor de Deus (v. 40).
4. Na presença de Jesus ele percebeu que era pecador (v. 41).
5. Ele se arrependeu, pois sabia que Jesus entraria em Seu reino, reconheceu e confessou que só através dEle teria entrada no céu (v. 42).
6. Com essa oração ele também confessou que Jesus é o Senhor: "...quando vieres no teu reino" (v. 42).
7. Ele demonstrou uma fé profunda e admirável (v. 42).
A clara e imediata resposta de Jesus não se fez esperar: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso" (v. 43; veja também 2 Co 12.4; Ap 2.7).
Nesse momento podemos nos perguntar: que chances Deus dá a um malfeitor, a um ladrão, a um homicida? A resposta é: todas! – O perdido só precisa vir a Jesus e clamar pelo Seu nome com coração arrependido. Mas não devemos esquecer que o Deus Todo-Poderoso considera todas as pessoas como malfeitoras: "justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.22-23). Vemos que essa passagem fala de "todos", sem exceção. Somos todos pecadores, todos carecemos da glória de Deus. Isso significa que não temos nada de bom para apresentar a Ele. Mas também está escrito que a justiça de Jesus é concedida a todos os que crêem nEle.
Os malfeitores na cruz eram ambos pecadores. Um, porém, agarrou a primeira oportunidade e voltou-se para Jesus; o outro perdeu sua última oportunidade. Os dois estavam igualmente próximos de Jesus, mas um espaço infinito separava um do outro. O abismo entre os dois está personificado na palavra "graça". Um continuou com sua zombaria e manteve seu orgulho, permanecendo em seu pecado; o outro, porém, orou: "Jesus, lembra-te de mim..." e experimentou toda a graça do perdão. Por toda uma vida ele havia roubado, matado e cometido pecados – mas o arrependimento sincero e profundo, expresso em uma única frase, abriu-lhe as portas para o paraíso divino. Isso é graça! Um estava no limiar do inferno e entrou no paraíso, o outro estava muito próximo do paraíso e foi para o inferno. Em Jesus decide-se o futuro e a eternidade das nossas vidas. Um morreu profundamente amargurado, com o coração tomado de incerteza, o outro morreu na paz da certeza de entrar no reino de Jesus. Jamais alguém esteve tão próximo da salvação como esses dois malfeitores crucificados ao lado de Jesus. Eles viram com seus próprios olhos a Jesus pregado na cruz como o Cordeiro de Deus no altar do sacrifício. Isso era tão claro e óbvio que até o centurião exclamou mais tarde ao pé da cruz: "Verdadeiramente, este era o Filho de Deus" (Mc 15.39).
Com base em Isaías 53.12, creio que o Senhor Jesus orou pelos dois transgressores, mesmo que isso não seja mencionado nos Evangelhos. Com certeza o malfeitor perdido ouviu a oração de seu parceiro entregando-se a Cristo e ouviu também a resposta de Jesus a essa oração, mas manteve sua postura de rejeição. Muitos vivenciam a conversão de outras pessoas mas permanecem intocados em seus corações e não querem achegar-se a Jesus. Se uma única oração de confissão e arrependimento basta para levar-nos ao paraíso, é terrível quando uma pessoa passa a vida inteira protelando essa decisão e, freqüentemente, no final de sua vida, não consegue mais chegar ao Senhor._
O malfeitor salvo mostra-nos que mesmo no final da vida a misericórdia e a graça podem nos alcançar. O malfeitor perdido, porém, exemplifica de maneira muito vívida que não devemos deixar o arrependimento para mais tarde, porque então pode ser tarde demais.
Ouvi a história de um evangelista que foi procurado por uma mulher de 75 anos de idade que desejava ser aconselhada espiritualmente. Eles procuraram um lugar sossegado para conversar, e a mulher contou que aos 25 anos de idade havia engravidado contra sua vontade. Como isso representava uma vergonha muito grande para toda a família, ela não contou nada a ninguém e emigrou para o norte, para bem longe de sua parentela. Lá ela deu à luz ao seu filho e matou-o. Ninguém desconfiou de nada, mas ela carregou em seu íntimo esse fardo insuportável por 50 anos. Ela e o evangelista ajoelharam-se e essa mulher sofrida reconheceu seu pecado diante de Deus e pediu perdão ao Senhor Jesus. Como uma nova pessoa ela ergueu-se dos seus joelhos. O evangelista perguntou à mulher por que ela não tinha se chegado antes a Jesus, ao invés de viver durante 50 anos com a consciência pesada, pois ninguém precisa carregar um fardo quando há alguém que se oferece para carregá-lo. O pecado é terrível, mas o mais terrível é levá-lo para a eternidade!
Se hoje você sabe, no fundo de seu coração, que precisa de Jesus, então decida-se agora por Ele. Não espere mais nem um momento! Se hoje Deus lhe oferece a oportunidade de perdoar todos os seus pecados, então seria uma tolice não aceitar essa oferta!

Quem matou Jesus Cristo?

Quem matou Jesus?
A história regular trás o conhecimento para leigos, teólogos e doutores que os soldados romanos, por ordem do governador Pôncio Pilatos: prendeu, torturou, escarneceu e executou nosso Senhor. Porém fazendo uma investigação mais minuciosa, como policial que sou, cheguei, com ajuda do Espírito Santo, a seguinte conclusão:

Em primeiro lugar vamos conhecer alguns personagens da passagem bíblica Lc Cap 23 versículos 1-25: Ap 21.8
1. A multidão v1
2. Pilatos v3
3. Os principais dos sacerdotes v4
4. Herodes v8
5. Os Escribas v10
6. A mulher de Pilatos Mt 27.19

Dia 26 de fevereiro de 2004, fui convidado para pregar a palavra de Deus, e já estava em meu coração explanar a maneira pela qual alguns humanos assumem certos comportamentos, a partir de influencias de terceiros. E analisei as profecias onde fala que Jesus seria o cordeiro de Deus para ser sacrificado e salvar a humanidade. Como sabemos, a palavra de Deus tem que se cumprir. Não podia ser interrompido este ato. Porém em Levítico cap 16 nos mostra a maneira que os próprios judeus sacrificavam animais para obter perdão dos pecados do povo: De maneira criteriosa e até respeitosa com tal o animal a ser sacrificado. Você já pensou para pensar por qual motivo mudaram o tratamento com cordeiro chamado Jesus, maltratando-o e desprezando-o? Além disso ficou destacada a covardia de todos os personagens já citados, incluindo altas autoridades.

Bem que poderiam determinar a execução sumariamente,já que se tratava de um homem, aparentemente insignificante, portanto não tinham nenhuma razão para aquele receio. Mas juntou a covardia de cada um, e foi dando coragem aos que não tinham, acabando por se transformarem em sádicos, pervertidos, mentirosos, corruptos e corrompidos gigantes da maldade. Também foi colocado ao lado de ladrões comuns e a sentença foi a mais vergonhosa, a crucificação.

Analisando agora o motivo pelo qual fizeram tudo isso não encontramos outra explicação a não ser: a)coragem infernal dada aos covardes para realizarem obras do mal. Percebam que o homem inspirado por forças maléficas, torna-se poderoso, pena que não percebam que estão sendo usados por estas próprias forças propulsoras de auto destruição. Satanás irá ganhar a batalha na vida das pessoas que emprestam o corpo para ele, lembrem do exemplo de Judas. Satanás apossou-se dele e depois que percebeu a besteira que fizera, enforcou-se.

Os Covardes e seus motivos

? A multidão: porque precisou de muitos para agir contra apenas um;
? Pilatos: por ser o governador absoluto de Jerusalém;
? Os principais dos sacerdotes/fariseus: tinham autoridade eclesiástica sobre todos os que queriam a morte de Jesus, um inocente;
? Herodes: que já havia sido covarde antes, com o homicídio de João Batista, que também foi por força de influencia, queria um espetáculo e demonstração de poder, que o preso transformasse água em vinho. Não conseguindo seu intento, escarneceu, mas não teve coragem de repetir o que fez com o Batista;

? A mulher de Pilatos que teve uma prova sobrenatural através do sonho que a perturbou e a fez temer. Apenas citou sua perturbação e não uma intercedeu com veemência por Jesus Cristo;

? E finalmente no cap 23.25 todos os covardes juntos já fortalecidos pela soma das fraquezas de cada um, culminando no julgamento e execução do Rei dos reis. Não devemos esquecer na volta da amizade de Pilatos e Herodes, que estavam brigados v12.

Conclusão: Na noite em que preguei esta mensagem trouxe à realidade de ser um covarde em diversos momentos de nossa vida, seja negando o nome do Senhor Jesus, dando mal testemunho ou esquecendo dos seus estatutos.
Quando fazemos a vontade de Deus, por mais necessitado que alguém esteja: de um emprego, cura de enfermidade, dinheiro ou paz.

Quando buscamos o nome de Jesus com toda nossa força para nos libertar de qualquer covardia que temos em nós, Ele cumpre todas as coisas que prometeu, principalmente a vida eterna. Todos os verdadeiros cristãos pregando sua palavra nunca será um covarde e terão suas necessidades supridas em glórias por Cristo Jesus!

Não caçador de cristãos infiéis, mas pelos frutos de muitos, com atos diferente daqueles que o Senhor Jesus ensinou, nos mostra que uma boa parte dos cristãos se enquadram no time dos medrosos (covardes).
Alguns meses depois de ter meditado na pessoa de Jesus desta maneira, surgiu o filme de Mel Gibson, com toda sua polêmica e discrepância dos evangelhos, para espantar muitos evangélicos apáticos ao texto original da Bíblia e entrar nessa discursão interminável de quem matou Jesus. E multidões estão afirmando que foi mostrado pela primeira vez, a verdadeira história da paixão de Cristo.

Vão aí algumas observações sobre mais covardias com o sagrado e distorções nestas:

1. Teológica: já que a mídia diz que o filme foi baseado fielmente nos evangelhos, eu nunca notei a figura de Satanás passeando por toda a via Sacra, inclusive com um bebê no colo;

2. Jurídica: as nossa leis atuais tem por base a lei romana, e como é de conhecimento, ninguém pode ser condenado pelo mesmo crime duas vezes. Ele foi barbaramente açoitado em uma sentença e depois foi crucificado morto
3. Lógico: no filme o ultra exagerado castigo e conseqüente sangramento, daria hemorragia pelos três a quatro litros de sangue, estado de choque, não agüentaria carregar a cruz pesada até o calvário (lembrem-se que Jesus também era 100% humano)
Voltando para importante pergunta. Quem matou Jesus?

A Velha e Nova Cruz


por A. W. Tozer
Sem fazer-se anunciar e quase despercebida uma nova cruz introduziu-se nos círculos evangélicos dos tempos modernos. Ela se parece com a velha cruz, mas é diferente; as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.

Uma nova filosofia brotou desta nova cruz com respeito à vida cristã, e desta nova filosofia surgiu uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Este novo evangelismo emprega a mesma linguagem que o velho, mas o seu conteúdo não é o mesmo e sua ênfase difere da anterior.

A velha cruz não fazia aliança com o mundo. Para a carne orgulhosa de Adão ela significava o fim da jornada, executando a sentença imposta pela lei do Sinai. A nova cruz não se opõe à raça humana; pelo contrário, é sua amiga íntima e, se compreendermos bem, considera-a uma fonte de divertimento e gozo inocente. Ela deixa Adão viver sem qualquer interferência. Sua motivação na vida não se modifica; ela continua vivendo para seu próprio prazer, só que agora se deleita em entoar coros e a assistir filmes religiosos em lugar de cantar canções obscenas e tomar bebidas fortes. A ênfase continua sendo o prazer, embora a diversão se situe agora num plano moral mais elevado, caso não o seja intelectualmente.

A nova cruz encoraja uma abordagem evangelística nova e por completo diferente. O evangelista não exige a renúncia da velha vida antes que a nova possa ser recebida. Ele não prega contrastes mas semelhanças. Busca a chave para o interesse do público, mostrando que o cristianismo não faz exigências desagradáveis; mas, pelo contrário, oferece a mesma coisa que o mundo, somente num plano superior. O que quer que o mundo pecador esteja idolizando no momento é mostrado como sendo exatamente aquilo que o evangelho oferece, sendo que o produto religioso é melhor.

A nova cruz não mata o pecador, mas dá-lhe nova direção. Ela o faz engrenar em um modo de vida mais limpo e agradável, resguardando o seu respeito próprio. Para o arrogante ela diz: "Venha e mostre-se arrogante a favor de Cristo"; e declara ao egoísta: "Venha e vanglorie-se no Senhor". Para o que busca emoções, chama: "Venha e goze da emoção da fraternidade cristã". A mensagem de Cristo é manipulada na direção da moda corrente a fim de torná-la aceitável ao público.
A filosofia por trás disso pode ser sincera, mas na sua sinceridade não impede que seja falsa. É falsa por ser cega, interpretando erradamente todo o significado da cruz.

A velha cruz é um símbolo da morte. Ela representa o fim repentino e violento de um ser humano. O homem, na época romana, que tomou a sua cruz e seguiu pela estrada já se despedira de seus amigos. Ele não mais voltaria. estava indo para seu fim. A cruz não fazia acordos, não modificava nem poupava nada; ela acabava completamente com o homem, de uma vez por todas. Não tentava manter bons termos com sua vítima. Golpeava-a cruel e duramente e quando terminava seu trabalho o homem já não existia.
A raça de Adão está sob sentença de morte. Não existe comutação de pena nem fuga. Deus não pode aprovar qualquer dos frutos do pecado, por mais inocentes ou belos que pareçam aos olhos humanos. Deus resgata o indivíduo, liquidando-o e depois ressuscitando-o em novidade de vida.
O evangelismo que traça paralelos amigáveis entre os caminhos de Deus e os do homem é falso em relação à bíblia e cruel para a alma de seus ouvintes. A fé manifestada por Cristo não tem paralelo humano, ela divide o mundo. Ao nos aproximarmos de Cristo não elevamos nossa vida a um plano mais alto; mas a deixamos na cruz. A semente de trigo deve cair no solo e morrer.

Nós, os que pregamos o evangelho, não devemos julgar-nos agentes ou relações públicas enviados para estabelecer boa vontade entre Cristo e o mundo. Não devemos imaginar que fomos comissionados para tornar Cristo aceitável aos homens de negócio, à imprensa, ao mundo dos esportes ou à educação moderna. Não somos diplomatas mas profetas, e nossa mensagem não é um acordo mas um ultimato.

Deus oferece vida, embora não se trate de um aperfeiçoamento da velha vida. A vida por Ele oferecida é um resultado da morte. Ela permanece sempre do outro lado da cruz. Quem quiser possuí-la deve passar pelo castigo. É preciso que repudie a si mesmo e concorde com a justa sentença de Deus contra ele.
O que isto significa para o indivíduo, o homem condenado quer encontrar vida em Cristo Jesus? Como esta teologia pode ser traduzida em termos de vida? É muito simples, ele deve arrepender-se e crer. Deve esquecer-se de seus pecados e depois esquecer-se de si mesmo. Ele não deve encobrir nada, defender nada, nem perdoar nada. Não deve procurar fazer acordos com Deus, mas inclinar a cabeça diante do golpe do desagrado severo de Deus e reconhecer que merece a morte.
Feito isto, ele deve contemplar com sincera confiança o salvador ressureto e receber dEle vida, novo nascimento, purificação e poder. A cruz que terminou a vida terrena de Jesus põe agora um fim no pecador; e o poder que levantou Cristo dentre os mortos agora o levanta para uma nova vida com Cristo.

Para quem quer que deseje fazer objeções a este conceito ou considerá-lo apenas como um aspecto estreito e particular da verdade, quero afirmar que Deus colocou o seu selo de aprovação sobre esta mensagem desde os dias de Paulo até hoje. Quer declarado ou não nessas exatas palavras, este foi o conteúdo de toda pregação que trouxe vida e poder ao mundo através dos séculos. Os místicos, os reformadores, os reaviva listas, colocaram aí a sua ênfase, e sinais, prodígios e poderosas operações do Espírito Santo deram testemunho da operação divina.
Ousaremos nós, os herdeiros de tal legado de poder, manipular a verdade? Ousaremos nós com nossos lápis grossos apagar as linhas do desenho ou alterar o padrão que nos foi mostrado no Monte? Que Deus não permita! Vamos pregar a velha cruz e conhecermos o velho poder.

PASSADO, PRESENTE E FUTURO


Passado: Olhamos para trás, para o sacrifício que Jesus fez na cruz. Entendemos isto como sendo o fundamento e o centro de nossa salvação.
Presente: Quando meditamos no terrível preço que Jesus pagou para nos redimir de nosso pecado, nossa decisão de resistir à tentação é fortalecida.

Futuro: Entendemos que a morte de Jesus é a base de nossa esperança, e assim proclamamos nossa fé nele quando olhamos em frente para a volta do Senhor e para nossa salvação eterna.

Não podemos esquecer nunca o dia negro no Calvário em que Jesus deu sua vida para salvar a nossa.

A Beleza da Cruz

Por Brenton Brown
A realidade da morte de Jesus me afeta de muitas maneiras. E a primeira delas é me fazer pensar “sim, eu estou na religião certa. Eu estou fazendo a coisa certa”. A morte de Cristo em meu favor é o derradeiro símbolo e ato de justiça e de graça. Eu sou um pecador. E eu preciso de salvação. E só “consigo” isso por causa da surpreendente e inesperada generosidade de Deus para comigo. É um ato inesperado de bondade.
Penso que, de certa forma, é a cruz que me motiva a servir a Deus e a continuar servindo. O que me motiva não é saber que devo a Ele alguma coisa, nem mesmo gratidão, embora seja um bom motivo. Mas além desses motivos todos, a melhor coisa que eu já ouvi foi saber que eu O sirvo por causa da cruz.
Eu só quero estar perto Dele e participar daquilo que Ele está fazendo. Jesus morreu, e por causa disso um punk como eu pôde fazer parte da sua família. Ele me torna (e me faz sentir) limpo, bom, seguro, feliz e dá sentido para minha existência. Por que eu não O louvaria? Por que não ajudaria os outros a fazer o mesmo? Esse acontecimento histórico é que me motiva a fazer essas coisas. Isso me ajuda a perseverar e a ter paciência. A Bíblia chama isso de arrependimento.
Mas existe outra maneira que a cruz afeta a maneira como eu ajudo/sirvo/lidero outras pessoas. Não é só ouvir o que Jesus disse: “Veja o que Eu fiz por você, a vida que Eu vivi e a minha morte por você. Alegre-se! Eu fiz tudo isso por você. Venha e coma”. Ele nos diz isso. Mas também nos diz: “Você viu a maneira como Eu vivi e morri? Você pode perceber a maneira como fiz tudo isso? Bem, é isso que significa ser humano. Viver bem é viver uma vida parecida com isso. Agora vá e viva dessa maneira. Vá e sirva desse modo. Vá e ajude as pessoas dessa maneira, ame desse jeito e ensine assim. Siga-me...”. Bem, essa é a parte mais difícil!
Certa noite pensava sobre a maneira como Jesus viveu — quão sacrificada foi a Sua vida, não somente a Sua morte. O Seu modo de viver foi altruísta. A Sua morte foi uma figura de todo o Seu viver. Ele veio para servir, não para ser servido. Ele orava assim: “Mas por favor, não seja o que Eu quero. O que Tu queres?” Ele nos mostrou o significado de perder a vida para Deus, de colocar a vontade de Deus antes da nossa própria vontade, de colocar os outros em primeiro lugar e de continuar mesmo quando aqueles a quem você ama já desistiram. Eu penso: “Cara, eu amo Jesus. Mas será que realmente quero segui-lo? Será que quero imitá-lo? Será que realmente quero ter um estilo de vida altruísta? E os meus sonhos?” Essas são boas perguntas!
Mas isso só é possível por meio da ação do Espírito Santo. Se deixarmos que Ele guie a nossa vida dessa maneira, iremos guiar as pessoas de uma maneira alegre e amável, com paciência, bondade, autocontrole e serenidade. E qual é o resultado? Nós nos tornamos pessoas melhores, testemunhas! É desse modo que a cruz deveria afetar o nosso modo de liderar as pessoas.
Existe um aspecto público — e isso pode ser bom ou ruim — na maneira como adoramos a Deus sendo líderes. A mensagem mais importante não é a música que cantamos, mas quem somos. As pessoas estão nos observando, e não apenas nos ouvindo.
São estas as respostas que me sustentam. Quando estive doente, repousando numa cama, os momentos que contam não são os da incrível visitação ou das manifestações da presença de Deus — embora isto seja maravilhoso. Os momentos mais marcantes foram quando estava com outras pessoas. A maneira como me relaciono com os outros. O modo de falar com as pessoas do retro-projetor, da mesa de som ou com os músicos da banda. O modo de falar quando não estava cantando. O jeito do meu coração ser quando não estava louvando.
Para mim, a verdade me faz lembrar que quanto mais abro mão da minha agenda de compromissos, mais eu sou capaz de viver ciente da presença de Deus e das pessoas ao meu redor. Quanto mais eu abraçar a cruz, perder a minha vida e deixar de lado todos os meus planos, mais serei capaz de seguir e imitar o modo de vida de Jesus.
E existe muito mais a aprender.
Brenton Brown é líder de louvor na Inglaterra e compositor. Suas músicas têm causado grande impacto sobre a comunidade de adoradores dos dias atuais. É autor das canções “Reina em Mim” e “Santo”.
Traduzido por Maurício A. Boehme

Meu Jesus um beberrão e fabricante de bebidas alcoólicas ?!

Lucas 7:34 "Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!"

"Vinho" ("oinos") referia-se, no NT a todos os tipos de vinho, tanto o não fermentado, como o fermentado. A declaração de Jesus indica que Ele bebia algum tipo de vinho, ao passo que João não bebia nenhum (v.33). Não se pode, porém, determinar por meio deste texto que tipo de vinho Ele bebia, uma vez que a acusação dos fariseus a respeito do caráter de Jesus é totalmente falsa. Acusam Jesus de ser um comilão e beberrão, ou de beber com os pecadores, mas eram mentiras difamatórias e costumeiras, com o propósito de destruir a sua influência como mestre da justiça (Mt 12.24; Jo 7.20; 8.48). O próprio Jesus disse que quem come e bebe com os ébrios é um mau servo (Mt 24.48,49). Logo, não se pode provar, de modo nenhum, à base deste texto, que Jesus bebia vinho embriagante.

João 2.10: "e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora."
Em contraste com a posição exposta a seguir, alguns acreditam que, tanto o vinho fornecido neste casamento como o vinho feito por Jesus, eram embriagantes se consumidos em grande quantidade. Se aceita esta tese, as implicações disto, dadas a seguir, devem ser reconhecidas e também aceitas:

(1) Primeiro, os convidados do casamento provavelmente estariam bêbados.
(2) Segundo, Maria, mãe de Jesus, estaria lastimando a falta de bebida embriagante e estaria pedindo que Jesus fornecesse aos convidados, já embriagados, mais vinho fermentado.
(3) Terceiro, Jesus estaria produzindo, a fim de atender à vontade de sua mãe (v.3), de 600 a 900 litros de vinho embriagante (vv. 6-9) mais do que suficiente para manter todos os convidados totalmente bêbados.
(4) Quarto, Jesus estaria produzindo esse vinho embriagante como seu primeiríssimo "milagre" a fim de manifestar "a sua glória" (v.11) e de levar as pessoas a crerem nEle como Filho justo e santo de Deus. Não é possível evitar as implicações supras da tese em questão. Alegar que Jesus produziu e usou vinho alcoólico, não somente ultrapassa os limites das normas exegéticas, como também nos leva a um conflito com os princípios morais embutidos no contexto geral do ensino da Escritura. Fica claro que, à luz da natureza de Deus, da justiça de Cristo, da sua amorável solicitude pela humanidade, do bom caráter de Maria, as implicações da posição de que o vinho de Caná estava fermentado são contraditórias.

Não se pode adotar uma interpretação que envolva tais afirmações e contradições. A única explicação plausível e crível é que o vinho produzido por Jesus, a fim de manifestar a sua glória, era o suco puro e não embriagante da uva. Além disso, "o (vinho) inferior", inicialmente fornecido pela pessoa encarregada das bodas, também com toda probalidade não era inebriante.
"...o bom vinho..." De conformidade com vários escritores antigos, o vinho "bom" era o vinho mais doce, vinho este que podia ser bebido livremente e em grandes quantidades sem causar danos (i.e., vinho cujo conteúdo de açúcar não fora destruído através da fermentação). O vinho "inferior" era aquele que fora diluído com muita água.

(1) O escritor romano Plínio afirma expressamente que o "bom vinho", chamado sapa, não era fermentado. Sapa era suco de uva fervido até diminuir um terço do seu volume a fim de aumentar seu sabor doce (IV. 13). Ele escreve noutro trecho que "os vinhos são mais benéficos quando toda a sua potência é removida através do coador" (Plínio, História Natural, XIV.23-24). Plínio, Plutarco e Horácio sugerem que o melhor vinho era do tipo "inofensivo".

(2) Os documentos rabínicos afirmam que alguns rabinos recomendavam o vinho fervido. O Mishna dos judeus diz: O rabino Yehuda permite-o (o vinho fervido como oferta alçada), porque a fervura o melhora".

(3) É notável que o adjetivo grego traduzido "bom" (v.10), não seja agathos, mas kalos, que significa "moralmente excelente ou apropriado".
"...beberam fartamente..." A expressão "beberam fartamente" provém da palavra grega methysko, que tem dois significados: (1) estar ou ficar bêbado, e (2) estar farto ou satisfeito (sem referência à embriaguez). Aqui devemos entender methysko como o segundo destes dois significados. (a) Seja como for traduzido este texto, ele não pode ser usado em defesa da tese de que nessa festa de casamento foi bebido vinho fermentado. Neste texto, o mestre-sala simplesmente cita um princípio geral, próprio de qualquer festa de casamento, sem considerar o tipo de bebida que foi então servido. (b) Não devemos, de modo algum, dar a entender que Jesus participou de uma festa de bebedeiras, nem que contribuiu para isso.
pastor.sandro@terra.com.br ou roisandro@yahoo.com.br
Enviado por: Anônimo

O CONVITE DE JESUS - O PÃO DO CÉU

Leitura: Mateus 6.11 e João 6.25-40
Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede”. (Jo 6.35)
O alimento certamente é uma das necessidades básicas de todo ser humano. Tanto é que as multidões ficaram com fome enquanto Jesus as ensinava junto ao mar da Galiléia. Depois de havê-los ensinado, sabendo de suas necessidades, Jesus opera o milagre da multiplicação dos pães. E no dia seguinte ele declara, acerca de si próprio, que é o pão da vida. Da mesma forma como o alimento, e até mais do que ele, Jesus é uma necessidade básica em nossa vida. Por isto Paulo insiste que o Reino de Deus não é comida e bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm 14.17s) que nos são concedidos pela fé em Jesus. Até a ciência percebe que necessitamos mais do que comida. Uma de nossas necessidades psicológicas é a do conhecimento da verdade. Há pessoas que procuram a verdade em muitos lugares onde jamais será encontrada – em filosofias, religiões, em ideologias das mais diversas, na Nova Era, em seitas heréticas – e jamais serão satisfeitas. Nunca encontrarão o que buscam, pois só na pessoa de Jesus encontraremos a verdade. Sendo assim, todos nós precisamos de Jesus. E o versículo nos diz que aquele que vem a ele nunca mais terá fome. Deus é aquele que sacia nossa fome pela verdade. Nunca mais precisamos procurar por alimento, pois Ele é a fonte inesgotável! Convida-nos a provar dele mesmo todos os dias. E Ele não apenas nos convida, mas também se dá por nós, a fim de nos fazer plenamente satisfeitos.Oração: Obrigado, Senhor, porque és o Pão da Vida que nos sacia e alimenta todos os dias.
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2 de setembro
O CONVITE À SIMPLICIDADELeitura: Mateus 6.11“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia”.É fato que muitos de nós damos pouco valor a este versículo da oração que nos foi ensinada por Jesus. O nosso inconsciente nos faz pensar que já temos o suficiente; afinal, o pão é algo relativamente fácil de se conseguir. Há também o outro extremo, que é a falta de contentamento com as necessidades básicas que são supridas dia a dia. Então o pão já não basta. A busca pelo queijo, presunto, sucrilhos, bolo e uma infinidade de coisas a mais que queremos desfrutar canaliza todo o nosso tempo e esforço, de forma que não temos mais nada a oferecer, nem para Deus e muito menos para os outros.Richard Foster, em seu livro Celebração da Disciplina, afirma: “Devemos entender com clareza que o ardente desejo de abundância na sociedade contemporânea é de natureza psicótica (doentia). Ansiamos possuir coisas de que não desfrutamos. Compramos coisas que realmente não desejamos para impressionar pessoas das quais não gostamos.” É de fato incrível a quantidade de tempo e de trabalho que é gasto para termos estas coisas que com o passar do tempo lotam o sótão de nossas casas! Não servem para absolutamente nada, a não ser para suprir nossas necessidades egocêntricas no prazer de apenas possuí-las. Em nosso egoísmo não paramos nunca de fomentar desejos, absorvendo avidamente as novidades que a publicidade despeja, dia a dia, diante dos nossos olhos. Quero convidar você a fazer esta oração, pedindo o pão de hoje, com coração sincero e disposição para mudar de atitude e desfazer-se das coisas que vão se acumulando pelos cantos de sua casa, resgatando a disciplina da simplicidade em sua vida cristã.Oração: Dá-me um coração alegre e que se satisfaz com as coisas simples.
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3 de setembro
O CONVITE DA MESA POSTALeitura: Mateus 6.11 e Apocalipse 3.20Preparas um banquete para mim à vista dos meus inimigos. (Sl 23.5)Eu penso que uma das coisas mais prazerosas de se fazer na vida é comer. E devo confessar que gosto muito de fazê-lo. Naturalmente, os exageros precisam ser evitados, até mesmo por questões de saúde.Tomar uma refeição juntos sugere segurança, aconchego e intimidade. Davi, embora cercado por inimigos, podia festejar em segurança. Quando o marido ranzinza de Abigail se negou a ajudar Davi, ela mesma se apressou em levar-lhe um banquete: 200 pães, 2 vasilhas de couro cheias de vinho, 5 ovelhas preparadas, uns 50 litros de grãos torrados, 100 bolos de uvas passas e 200 bolos de figos prensados (1Sm 25.18). Davi provoua proteção e o poder de Deus. Mesmo em meio à guerra, era possível achar um lugar seguro, não apenas para alimentar-se, mas também para desfrutar da presença do próprio Deus.E é exatamente este o convite de João em Apocalipse 3.20, onde a comida não é o mais importante, mas sim Aquele que nos convida e chama para nos assentarmos à mesa. Este é um convite diário, que tantas vezes é simplesmente ignorado. Li uma frase de pára-choque de caminhão que dizia: “Ninguém se alimenta apenas olhando para o prato”. Isto se aplica com propriedade também na vida cristã. Queremos crescer e desenvolver a nossa fé, mas estamos tão envolvidos com outras coisas! Passamos o dia inteiro esbarrando na mesa que está posta, preparada por Jesus, e dizemos que não temos tempo. O convite de hoje é para que você se assente, coma do pão oferecido por ele mesmo e experimente uma relação de entrega e intimidade.Oração: Senhor Jesus, quero sentar-me à tua mesa e experimentar da segurança e intimidade que só Tu podes dar. Amém.
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4 de setembro
O CONVITE À PROVISÃO DE DEUSLeitura: Mateus 6.11 e Salmo 127Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão que penosamente granjeastes; aos seus amados ele o dá enquanto dormem. (Sl 127.2, ARA) Certamente a interpretação do “pão nosso de cada dia” refere-se ao suprimento de nossas necessidades básicas. Não apenas do alimento, mas também das demais coisas que precisamos para viver, por mais simples que seja nossa condição de vida. Inclui-se aí moradia, vestuário, educação e saúde.Salomão não nos ensina, no Salmo 127, que não devemos fazer nada. Nem a cruzar os braços e esperar que as coisas caiam do céu. Muito menos pretende levar-nos a ser fatalistas. A questão na qual ele insiste é que por mais que nos esforcemos, ou por melhor que consigamos fazer, nada valerá sem a participação de Deus. O salmista nos mostra que devemos corrigir o foco. Nosso esforço por si só resulta em fracasso.Jesus nos convida a depositarmos nele toda a nossa ansiedade porque ele tem cuidado de nós. E é exatamente isso que Salomão destaca neste salmo. Precisamos lidar com as nossas ansiedades à luz dos cuidados constantes de Deus. Deus não é contra o esforço humano. Trabalhar duro também glorifica a Deus. Mas trabalhar em detrimento do descanso ou negligenciando a família pode ser um reflexo da nossa incapacidade de confiar que Deus supre nossas necessidades. Todos nós precisamos de tempo para descanso e refrigério espiritual. Por outro lado, este versículo não é uma desculpa para sermos preguiçosos. Aliás, o mandamento que nos exorta a santificar o dia de descanso (Êx 20.8ss) aponta na mesma direção! Portanto, seja cuidadoso para manter o equilíbrio. Trabalhe enquanto confia em Deus e também descanse enquanto confia nele.Oração: Obrigado, Senhor, porque és o Deus da provisão.
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5 de setembro
PRECISO AMAR A DEUS NO PRÓXIMOLeitura: Mateus 6.12“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” “Devemos andar sem fechar ou mesmo estreitar as ruas pelas quais passamos.” Esta frase foi dita por um sábio pastor da Assembléia de Deus no sertão da Paraíba a uma de suas ovelhas que estava com problemas financeiros e de relacionamentos com várias pessoas. Devia em muitos estabelecimentos comerciais e tinha um temperamento um tanto agressivo. O pastor advertiu: “Se você continuar dessa forma, só poderá sair de helicóptero da cidade. Devemos semear compreensão, fidelidade e honrar nossos compromissos”. Na proposta de pedir perdão a Deus que o Mestre nos faz na oração do Pai-Nosso há uma promessa e uma condição. Ele nos sugere um modelo de oração confiante e comprometida. Confiante porque nos anima a pedir a Deus: perdoa as nossas dívidas. Comprometida porque vincula este pedido com a tarefa que a dádiva do perdão divino implica: assim como nós perdoamos os nossos devedores... Na mesma proporção, na mesma intensidade. Quero o perdão, preciso perdoar. Para fazê- lo preciso amar a Deus e ao próximo, ao meu inimigo, como a mim mesmo. Aquela pessoa de quem falei no início estava passando por apuros. Era isolada do convívio, porque não conseguia se relacionar com as pessoas, pois tinha dificuldade de perdoar. E, para agravar tudo, não cumpria os seus compromissos financeiros. Ela não amava a Deus no próximo.Que aprendamos com o Senhor a amar e respeitar o outro como a nós mesmos e a enxergar todas as pessoas como imagem e semelhança de Deus.
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6 de setembro
DEVEMOS PERDOAR. ELE NOS PERDOOU!Leitura: Mateus 18.23-35“Por isso, o Reino dos céus é como um rei que desejava acertar contas com seus servos.” (v. 23)
O homem rico perdoou a dívida daquele que chegou se humilhando. Ele devia uma verdadeira fortuna, o equivalente a 350 toneladas de prata ou de ouro! Mas o rei lhe perdoou tudo. Só que, quando o rei soube que aquele a quem perdoara não perdoou ao seu conservo uma dívida insignificante, irou-se e o colocou no cárcere até que ele pagasse o último centavo! Como poderemos pedir ao pai que perdoe a imensidão dos nossos pecados, se não perdoamos as pequenas falhas de nosso próximo? (Mc 11.25s) Devemos perdoar, sim, pois o Senhor já nos perdoou. A nossa dívida era alta demais e Ele perdoou, melhor que isso: pagou pelos nossos pecados, entregando seu próprio Filho por nós. Por isto devemos perdoar, e isso é um ato que vem do coração; mas, ao mesmo tempo, não é um ato puramente emocional, é um ato da fé que submete a nossa vontade à de Deus. Então desejaremos viver bem, relacionar-nos de forma cristã e agradar ao Mestre. Não seremos dominados pelas emoções porque estas, muitas vezes, contrariam a Palavra. Os nossos sentimentos são limitados e podem ser dominados pelo egoísmo, pela mágoa, falta de misericórdia ou compreensão.Perdoar é um ato de compaixão que, independentemente de sentirmos vontade, temos de colocar em prática por obediência a Deus. Ele é digno de toda submissão e sabe o que manda. Ele dá o exemplo, supre-nos com a força do seu Espírito Santo para fazê-lo e nos conclama a ser seus imitadores. Que possamos entender a importância de perdoar para que tenhamos condição de influenciar aqueles que nos cercam com o bom perfume de Cristo.
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7 de setembro
O PERDOAR É TERAPÊUTICOLeitura: Mateus 18.23-35“O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a divida e o deixou ir.” (v. 27)A conseqüência imediata da ausência de perdão é a falta de comunhão plena com o Pai. Só este fato em si já seria mais que suficiente para valorizarmos o perdoar. Sem comunhão haverá uma vulnerabilidade gravíssima em nossa estrutura de alma.Quantos não estão literalmente doentes por causa de mágoas profundas, ódio entranhado, revoltas enraizadas que estão destruindo pouco a pouco a saúde física e emocional! Quantas são as pessoas amarguradas, amargas, frustradas, tudo em decorrência da falta de perdão! Para entender estas conseqüências nefastas é importante lembrar que não perdoar é pecado. Enquanto o mantivermos escondido, o pecado definha o nosso corpo e esgota as nossas forças (Sl 32.3s).Uma irmã, já com mais de 60 anos, sofria de uma enfermidade nas mãos e nos pés já há vários anos. Ela me pediu oração contra aquele mal. Deus me fez discernir que aquela doença era em decorrência da falta de perdão. Eu lhe disse que precisava perdoar alguém. A irmã, então, admitiu que tinha um ódio profundo em seu coração contra alguém. Chegando em casa ela orou pedindo perdão a Deus pelo sentimento e liberou o perdão para a pessoa. Poucos dias depois, não tinha mais nenhum sintoma da enfermidade. Perdoar é também ser liberto de sentimentos que adoecem a alma e podem atingir o corpo. Como poderemos ter comunhão com Deus, se não O imitamos na prática do perdão? Oração: Senhor, nos ajuda a valorizar a importância do perdão, a fim de que sejamos fiéis a ti e saudáveis na alma e no corpo.
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8 de setembro
O CAMINHO VITORIOSO DA CONFISSÃOLeitura: Mateus 18.23-35“Como não tinha condições de pagar, o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo que ele possuía fossem vendidos para pagar a dívida. O servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: ‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’.” (v. 25s)Pedir perdão, admitir que está errado, isso pode ser terrível. Não é tão difícil admitir uma falta para si mesmo, no íntimo, a sós. Agora, assumir publicamente é complicado. Por exemplo, admitir não ter condições de pagar uma dívida. Da mesma forma, a consciência da impossibilidade de sanar as dívidas contra o próximo ou contra Deus é dolorosa.Pedir perdão é admitir que não se pode pagar, é humilhar-se. O servo da parábola tinha, como já vimos, uma dívida imensurável em dinheiro. Ele não tinha condições de resgatá-la. As conseqüências disto eram terríveis. Ao perceber isso, ele balbuciou uma promessa ridícula de que iria pagar. Não dá para imaginar uma cena mais humilhante! O rei tem compaixão e lhe perdoa gratuitamente, sem lhe cobrar nada, absolutamente nada!Independentemente do fato deste servo, depois, não ter correspondido a esta generosidade, o que ele experimentou diante do rei é o perdão maravilhoso que Deus concede a todo aquele que lhe pede! O único caminho de recebê-lo é pela confissão, pela admissão de nossa insolvência! Por isto a confissão de pecados é elementar na oração dos discípulos! Quando a dívida existe em decorrência de traição ou agressão, seja moral ou física contra outrem, qual o valor do reparo? Como se paga? Existe um preço? Não há nada material que o possa pagar. A saída é pedir perdão.Oração: Jesus, ajuda-nos a buscar em ti forças para o caminho da confissão!
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9 de setembro
PERDÃO NO CASAMENTOLeitura: Efésios 5.22-25Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela. (v. 25)Se existe uma relação na qual o perdão é fundamental e imprescindível para o bom andamento, é no casamento. Aqui no Nordeste temos um adágio popular que diz assim: “Só conhecemos alguém quando comemos um quilo de sal com ele”. No casamento, ao longo dos anos, “comemos vários quilos de sal”, ou seja, estamos muito próximos, não há possibilidade de máscaras, maquiagens... Martinho Lutero afirmou: "Quem me conhece verdadeiramente é a minha esposa". Na nossa vida a dois, as debilidades e inconstâncias humanas ficam inevitavelmente explícitas. Sem perdão não há casamento. Por isto a expressão “me perdoe” é fundamental. Do contrário a relação fracassará, ou se tornará uma farsa. Paulo propõe um modelo de relacionamento perfeito, onde cada um deve buscar o papel que lhe cabe: Maridos, ame cada um a sua mulher, assim como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela. Quem ignorar isso está em dívida e precisa de perdão. O mesmo vale para esposa, a quem o apóstolo recomenda: Mulheres, sujeite-se cada uma ao seu marido, como ao Senhor. Onde faltar esta entrega voluntária há dívida e o perdão se faz necessário. Deus quer uma relação de unidade, inteireza, reciprocidade. Fora disso, há dívida. Por isto a humildade de reconhecê-la é fundamental para o respeito mútuo permanecer. Assim o pedir e o conceder perdão renovam o amor e a fidelidade na mutualidade que é o casamento. Que a chave chamada perdão que vem de Deus possa reinar nos casamentos, levando a relacionamentos saudáveis, em nome de Jesus.
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10 de setembro
JESUS E A ARTE DE PERDOAR
Leitura: João 21.15-19Novamente Jesus disse: “Simão, filho de João, você me ama?” Ele respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Disse Jesus: “Pastoreie as minhas ovelhas”. (v. 16)“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Eis o condenado intercedendo pelos seus algozes. Ele sofreu traições das mais diversas. Foi abandonado pelos discípulos no momento da prisão, inclusive por Pedro. Se o Mestre estivesse com qualquer tipo de ressentimento ou mágoa em relação a Pedro, não haveria restauração. Mas eis que ele repete três vezes: “Cuide dos meus cordeiros...” – Pedro estava sendo readmitido; “Pastoreie as minhas ovelhas” – Pedro recebia uma nova oportunidade; e “Cuide das minhas ovelhas” – “Pedro, finalmente você entendeu que sem mim não pode fazer nada!”. Jesus diz isto aomesmo Pedro que afirmara estar pronto para morrer pelo Mestre, se fosse preciso, e depois o negou três vezes, o traiu... Se Jesus não o tivesse perdoado, Pedro não teria sido um fiel e destacado discípulo depois de Pentecostes. No exemplo de Jesus com seu discípulo podemos conferir que liberar perdão é terapêutico, restaurador. Se não aceitarmos perdão, se não pedirmos perdão ou não perdoarmos não seremos transformados nem teremos qualquer influência. Isto gera um isolamento que traz esterilidade e morte. Jesus é a fonte e foi o exemplo da belíssima arte de perdoar. Somente ele pode proporcionar-nos novos recomeços!Oração: Pai, ajuda-nos a compreender cada vez mais que na caminhada precisamos aprender a aceitar perdão, a pedir perdão e a perdoar como um ato de fé. Ajuda-nos a tomar a decisão, compreendendo que somos devedores chamados a perdoar na mesma medida em que somos perdoados.
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11 de setembro
PERDOA AS NOSSAS DÍVIDASLeitura: Mateus 6.12“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” (v. 12)O ataque das torres de Nova Iorque, há quatro anos, trouxe à tona uma corrente ódio. Cada novo elo desta corrente vinga a anterior com novos requintes de crueldade. Só a oração de Jesus nada solitariamente contra esta maré! E ele nos convida a nadar contra ela também. Como? Entrando na sua escola de oração! “Senhor, perdoa minhas ofensas”. Quantas vezes tenho de pedir “Senhor, perdoa”? Perdoa as minhas falhas, os meus pecados cometidos por pensamentos, palavras e atos. Perdoa, senão eu morro, eu fujo de ti! Sem teu perdão eu fracasso, não suportarei a tua presença nem terei força para procurar-te. Sem o teu perdão, não tenho comunhão contigo, teu Espírito não me influenciará.Gostaria tanto que ele me dominasse por completo! Perdoa-me! Como eu penso em mim, Senhor, no meu bem-estar, na vantagem que vou conseguir por servir-te! Eu preciso do teu perdão, pois penso mais em mim, mais em ser servido que servir, em ser senhor do que ser servo. Lembro-me do apóstolo Paulo quando ele afirma: “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito, a lei é boa.... Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne” (Rm 7.15ss). Preciso do teu perdão!Admito: se dependesse de mim, a minha caminhada contigo, eu já teria desistido de mim. Graças a Deus que não sou eu quem julgo, condeno ou absolvo. Se o Senhor não desiste de mim, quem sou eu para desistir dele! Repito: quantas vezes o Senhor pode perdoar?
Oração: Obrigado por teu perdão sobre mim hoje! Desejo ser fiel a ti até a morte, nadando contra a maré do ódio.
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12 de setembro
NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO Leitura: Mateus 6.9-13“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” (v. 13)Quanto mais caminhamos na fé cristã, mais ficamos sem palavras e acabamos indo buscá-las no Pai-Nosso. Não é em vão, portanto, que esta oração modelo faz parte da ordem do culto dominical. Já abordamos duas de suas dimensões. Nas primeiras preces aprendemos a pedir pelo horizonte de Deus. Nas últimas semanas apresentamos a Ele as necessidades à nossa volta, “o pão nosso” e “a nossa dívida”. Agora enfocaremos a realidade da tentação, para depois abordarmos a petição “livra-nos do mal”. Aprenderemos a orar diante das ameaças das profundezas. É significativo que uma oração tão enxuta gaste tanto tempo com a “luta contra o mal”. Não seria isto uma parábola da nossa vida? Façamos as contas. Quanto de nosso tempo é gasto praticando o mal, tentando livrar-nos do mal, sofrendo e convivendo com as conseqüências do mal? Esse mal está dentro e fora de nós e nos assusta com a sua própria realidade. A tentação visita a ante-sala do mal e, por ser tão real, cotidiana e intensa, precisa ser transformada em oração. Façamos uma pausa para pensar nas tentações em nossa vida. Não para colocá-las sob uma lente de aumento, mas para tomar consciência das nossas áreas mais vulneráveis e que precisamos transformar em cuidadoso assunto de oração. Uma vez um amigo, num comentário bem masculino, me disse: “Mulher não é um grande problema para mim; mas a política...” O poder era a sua grande tentação. Qual é a nossa grande tentação? A tentação não é para ser negada, mas para ser cercada com oração, com a Palavra de Deus e a busca do apoio protetor dos irmãos, na caminhada de fé.Pração: Ajuda-me, Senhor, a chamar a minha tentação pelo seu nome real, pedindo que me fortaleças na resistência.
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13 de setembro
A TENTAÇÃO É INEVITÁVELLeitura: 1 Coríntios 10.1-13 “Mas, quando forem tentados,...” (v. 13)Dizer que a tentação é inevitável parece algo difícil de pronunciar. Há, dentro de nós, uma voz que logo se alvoroça e protesta: “Isso não é possível! Deus permite uma coisa dessas?” Mas, ao invés de entrarmos numa conversa teórica, que tal ir para a nossa vida cotidiana e perguntar sem exageros: quem não vivenciou alguma tentação nesta semana? ...ontem?A tentação parece fazer parte da nossa vida, assim como a comida que comemos e a roupa que vestimos. Está impregnada na constituição daquilo que inegavelmente somos, pessoas que “caíram” e vivem caindo. A tentação e a queda são nossos velhos conhecidos. A tentação convida para a queda, e a vivência na queda multiplica a tentação.A afirmação da tentação é a negação da fundamental bondade humana. É a destruição do mito de que todos somos bons e de que alguns apenas não tiveram a possibilidade de sê-lo. A tentação é a afirmação da realidade do mal e essa radical tendência humana de praticá-lo. É assustadora essa nossa tendência e a capacidade que temos para a prática do mal, seja no nível pessoal, coletivo ou institucional.Não é disso que fala o texto indicado para hoje? Ele diz que estamos todos no barco da propensão para a queda. O apóstolo Paulo relembra a igreja de Corinto da fragilidade do povo de Israel em sua jornada pelo deserto. Com esta lembrança ele nos convida para o exercício mútuo da misericórdia e nos diz que somente Deus pode nos livrar da queda, quando nas garras da tentação. É por isso que carecemos orar: “Não nos deixes cair em tentação”.Oração: Propensos à queda, Senhor, pedimos que a tua mão nos livre de afundarmos e nos indique a direção a seguir.
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14 de setembro
A TENTAÇÃO TEM NOMELeitura: Gênesis 3.4-6Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento... (v. 6)A tentação não é algo abstrato. Ela é concreta, e traz à tona questões que falam das nossas relações e dos nossos valores. Se a nossa postura em relação à tentação não fosse tão importante, o diabo não se preocuparia tanto com ela. O diabo pinta e borda, buscando provocar a ruptura com Deus, com o próximo e com nós mesmos. Uma vez montado o quadro da tentação, Eva parece não ver outra coisa. Aquilo que, pela descrição do inimigo, ela não tem, parece crescer diante dela, tornando-se irresistível. Sua boca começa a salivar, seus olhos brilham e o coração bate mais forte diante daquilo que ela passa a desejar de forma tão ardente. Se pudesse pôr a mão e usufruir o que Deus “injustamente” lhe proibiu, será uma pessoa feliz e completa. Será uma pessoa muito mais parecida com Deus... E a grande falsidade começa a emergir. Porque a tentação promete uma coisa que nunca teremos de fato. Diz-se que a maior tentação gira em torno do sexo, do dinheiro e do poder. Muito da nossa vida concentra-se nestas áreas, e as três prometem aquilo que nunca poderão nos dar. Deixam um gosto amargo de ressaca na boca. É a dor de barriga depois de comer demais. É o vazio da alma depois da relação sexual ilícita. É o desencanto com algo que custou muito, mas traz muito pouco retorno. É o poder que faz estufar o peito numdia para se perceber sem ele no dia seguinte. Cair na tentação é acordar desnudo, impotente e envergonhado, como aconteceu com Adão e Eva. Oração: Hoje eu preciso de um “tapa na cara”, Senhor. Aquele tapa que me faz acordar para a realidade!
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15 de setembro
QUAL É O NOME DA SUA TENTAÇÃO?Leitura: Gênesis 3.4-6. . . tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também. (v. 6)A vida cristã tem um importante segredo: o seu significado consiste, não na posse, mas na entrega. Sua riqueza não se mede pelo que se tem, mas pelo que se dá. Sua profundidade se percebe, não pelo que se acumula, mas pelo esvaziar-se de si mesmo. Há um momento muito significativo na vida de Pedro. De fato, o episódio conhecido como “a pesca maravilhosa” poderia se intitular “o encontro maravilhoso”(Lc 5). Enquanto os barcos cheios de peixes descansam na praia, Pedro está ajoelhado aos pés de Jesus, confessando o seu pecado. Ou seja, quanto mais perto estamos de Jesus, tanto mais sabemos quem somos. Assim como a pecaminosidade deve ser confessada, a tentação deve ser identificada e repreendida. É uma ilusão, um engodo pensar que tentação é coisa de “fracos espirituais” e que os mais maduros na fé vivem acima dela. Ledo engano e grande arapuca! A tentação deve ser reconhecida, identificada e entregue aos pés de Cristo. Você sabe qual é a tentação que gosta de dançar ao seu redor? Para uns pode ser a gula; para outros, talvez o orgulho espiritual. Para certos homens, é “um rabo de saia”; já outros suam de prazer quando o poder lhes cai nas mãos. A lista poderia ser maior, mas o importante é identificar nossos pontos fracos, pois com eles o diabo se delicia em nos atrair. Não se trata de culpar Satanás pelas nossas tentações, mas de procurar conhecer-nos a fim de tomarmos consciência das nossas fraquezas, das áreas nas quais precisamos de ajuda e em relação às quais precisamos orar de forma mais intensa.Oração: Senhor, não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal!
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16 de setembro
CRISTO VENCEU A TENTAÇÃOLeitura: Hebreus 4.14-16 . . . mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. (v. 15)Se olharmos para a história de Adão e Eva e para a nossa história, o resultado é muito parecido, como vimos no texto de ontem: “tomou do seu fruto, comeu-o...” (Gn 3.6). No espelho da nossa vida, nos vemos lambuzados com as nossas próprias opções de vida míopes e desencontradas. Ora caímos na trampa do desejo, ora nos descobrimos encantados com o poder que aparentamos possuir. Mas, nas esquinas da vida, sempre que caminhamos com as nossas próprias forças, nos descobrimos nus e sós. Hoje somos convidados a ver que Jesus experimentou tudo isso: mesa farta, rabo de saia, o desejo de rechear a conta bancária, o anseio de fazer demonstrações de poder... A cobiça, a inveja e o desejo também lhe fizeram companhia, e podemos imaginá-lo desabafando com os discípulos no final de um dia tentador: “Mas hoje foi difícil resistir!” Essa é a grande diferença com Jesus: ele sempre resistiu. Ele sempre conseguiu dizer “não”. Ele sempre teve a determinação de virar as costas e sair da praça da tentação. Ele sempre conseguiu segurar as calças, fechar a boca, costurar o bolso, desviar os olhos e cuspir a saliva do desejo. Dele, e somente dele, pode-se dizer que correu esta corrida de estafeta sem derrubar nenhum obstáculo. Ele olhou a tentação nos olhos e disse NÃO. Ele foi sem pecado – para o Pai, por ele mesmo e por nós.Por sua resistência somos agraciados e pela sua vitória somos contemplados. Somente nele podemos vencer a tentação. Oração: Olhamos para ti, Jesus, e te agradecemos que, dizendo NÃO, nos abriste o caminho para o SIM do Pai para nós.
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17 de setembro
A TENTAÇÃO SE VENCE COM A PALAVRA
Leitura: Mateus 4.1-11
Jesus respondeu: “Está escrito...” (v. 4)Uma vez participei de um desses exercícios que verificam as prioridades na vida. Bastante parecidos, eles sempre nos levam a, perdidos numa ilha deserta, termos de escolher o que levar conosco. O número de itens vai diminuindo e as decisões vão ficando mais difíceis. Se eu fosse fazer um exercício desses hoje, não iria querer abrir mão de levar a Palavra de Deus comigo. Pois é esta palavra que sustenta e dá rumo nos momentos mais difíceis da vida. É esta palavra que traz à memória e ao coração o rumo da vida. Também a tentação somos convidados a enfrentar assim. Ela é inevitável, como vimos, e nos agarra de um jeito que a vida parece cheia de arapucas. A tentação de Jesus mostra isso de forma clara. Ele está sozinho e no fim das suas forças. Está cansado e vulnerável. É neste contexto que o diabo parece pegá- lo com jeito e com força. Oferece-lhe tudo o que parece impossível de se negar, e tudo o que Jesus tem é sua fragilidade. Aliás, quase tudo, pois é neste momento que Jesus faz uso, não daquilo que ele “pode”, mas daquilo que ele carrega no coração e na memória: a palavra do Pai. “Também Jesus foi despido, na tentação, de todas as suas forças; sim, ele ficou no abandono de Deus e dos homens... Só lhe resta a Palavra salvadora, confortadora e segura de Deus. Esta o sustenta, esta luta por ele, e por ele vence” (Dietrich Bonhoeffer). Esta é a palavra que nos acompanha no decorrer da vida. Jesus que o diga.É só observar como ele contesta com um “Está escrito”. Ele usa a Palavra para o cumprimento da sua missão e nos ensina a caminhar com e sob esta Palavra. Então o diabo foge, apressado. Oração: Ensina-me, Senhor, a nunca esquecer de dizer “Está escrito”.
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18 de setembro
ENTREGANDO-SE NAS MÃOS DE DEUSLeitura: Salmo 139.13-16, 23-24Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. (v. 23)As reflexões desta semana confrontaram-nos com a realidade da tentação e a nossa ausência de forças e de recursos para vencê-la. Mas isto é só um lado da moeda, que mostra a nossa teimosia em sermos fortes e autônomos. No outro lado da moeda vemos que é no reconhecimento da nossa fraqueza e na entrega radical da nossa vida a Deus que reside a nossa força. O salmo de hoje nos diz que é melhor viver assim. Não apenas porque Deus nos conhece de forma tão intensa e profunda, mas também porque Ele nos conhece de uma forma muito bonita. O seu cuidado por nós é tão completo que ter a vida em suas mãos é a melhor coisa que poderia nos acontecer! Afinal, nem mesmo os grãos de areia seriam suficientes para contabilizar o amor de Deus por nós! E eu sei do que falo, pois escrevo isto na praia e já botei o pé na areia hoje; e não há número que possa dar conta de tantos grãos de areia! É bom saber que uma imagem tão absurda nos fala do cuidado de Deus para conosco. Um cuidado que é tão intenso que nos dá a liberdade de optar por Ele e de atirar-nos em seus braços, especialmente quando a tentação parece vir com tudo para o nosso lado.Quero terminar esta semana de meditação convidando-o a caminhar comigo para o final do salmo, dizendo juntos: “Sonda-me, ó Deus!”. Sabemos isso de cor? Então, se você está sozinho, sugiro que feche os olhos e diga isso uma vez mais, bem devagarinho. Se está ao redor da mesa com outras pessoas, dêem-se as mãos e olhem nos olhos uns dos outros enquanto dizem esta palavra em voz alta, uma vez mais, fazendo dela a nossa oração de hoje.
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19 de setembro
O REINO SOBERANO E ETERNOLeitura: Mateus 6.13 e Daniel 2.31-45...o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído... (v. 44)Poder orar o Pai-Nosso gera certeza e júbilo: ...porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. E quem experimenta o privilégio da intimidade com o Pai Celeste diz: Amém. Que “reino” é esse? Quando interpretou o sonho de Nabucodonosor, o profeta Daniel já entendeu que viria a existir um autêntico Reino de Deus sobre a terra. Seiscentos anos antes de Cristo ele descreve uma sucessão de governos que dominariam sobre toda a terra, impérios que alcançariam os limites do mundo então conhecido. Nesta hora Daniel fala também que Deus estabeleceria um reino que jamais seria destruído e que nunca seria dominado por nenhum outro povo: o Reino de Deus, revelado em Jesus Cristo. Quando confessamos porque teu é o Reino, reconhecemos que o reino é verdadeiramente de Deus e que Ele tem o controle de todas as coisas. E, como indica o próprio nome Reino de Deus, é a esfera onde Deus exerce o seu poder.Nós sabemos que este Reino ainda não se manifestou por completo, por causa da paciência de Deus com a incredulidade e da resistência dos homens. Mas, independente da vontade dos homens, Deus está no comando. E o que nós podemos fazer, já agora, é aceitar que o seu Reino se estabeleça na nossa vida. Ou seja, deixar que Deus reine em nosso coração, nos nossos relacionamentos, no nosso dia-a-dia. Assim a certeza e alegria que este Reino produz em nossas vidas gera esperança que ilumina o mundo à nossa volta! Oração: Deus Pai, reconhecemos juntos neste dia que “teu é o Reino”. E pedimos que esse teu Reino se estabeleça nas nossas vidas. Por misericórdia!
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20 de setembro
O REINO REVELADO NA POBREZA Leitura: Mateus 6.13 e 13.44-46O Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vocês... (2Co 8.9)Ontem vimos que Daniel já anunciou o Reino de Deus. A leitura bíblica de hoje nos apresenta o que Jesus disse a respeito deste Reino. Ele o comparou a um arrendatário que ara a terra e encontra um tesouro escondido no campo. Semelhantemente um negociante descobre uma pérola de grande valor. Em ambas as parábolas podemos observar que o Reino de Deus não se encontra exposto em praça pública. Helmut Thielicke diz que “é este sempre o maior escândalo: Deus faz muito pouca propaganda de si mesmo”.Deus veio a nós em forma de servo, revestido de pobreza, pelo caminho mais insignificante. Escolheu, num país sem importância, um lugar desconhecido para nascer. E nasceu de uma mulher pobre, na solidão e na simplicidade de uma estrebaria. Li uma palavra de Teódoto de Ancira, um líder cristão do segundo século da nossa era, que nos ajuda a entender porque Jesus veio a nós sem ostentação: “Se Jesus tivesse nascido em glória, rodeado de muitas riquezas, diriam, sem dúvida, os infiéis, que a transformação da terra fora obra do dinheiro. Se fosse em Roma, diriam que era pelo poder dos seus cidadãos”.O que Jesus fez? Escolheu tudo o que é pobre e vil, medíocre e obscuro, para que entendêssemos que Deus queria transformar o mundo e que somente Ele seria capaz de fazê-lo. Para tanto, fez-se pobre por amor a nós aquele que é rico, como diz o apóstolo Paulo. Que palavra bonita e reconfortante! Em seu filho Jesus Deus mesmo se fez pobre por amor a nós, para tornar perceptível a todos a salvação. Oração: Senhor Jesus, o teu amor nos constrange. Obrigado!
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21 de setembro
NOVO NASCIMENTOLeitura: Mateus 6.13 e João 3.1-8“Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo.” (v. 3) É possível fazer parte deste Reino de Deus? A pergunta de Nicodemos inquieta, porque é crucial. Ela não pode esperar para amanhã – precisa de resposta ainda hoje! Por isto Nicodemos sai no meio da noite em busca de Jesus. Jesus não o deixa na mão: “Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”. Portanto a condição essencial para entrar no Reino é nascer de novo! Isso é indispensável!Mas Nicodemos continua a duvidar: não se pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! Dois mil anos mais tarde a pergunta deste doutor da lei pode nos fazer sorrir. Temos direito para tanto? Nós não somos parecidos com Nicodemos quando se trata das coisas espirituais? Não ficamos desconfiados, quando as coisas de Deus ultrapassam a nossa compreensão? Que bom que Deus não perde a paciência com nosso entendimento limitado e nos surpreende sempre de novo com sua paciência e amor! A questão do novo nascimento é importantíssima. Ela concerne a nossa vida hoje e na eternidade. Nascer de novo é receber uma vida nova de Deus mesmo; é receber da mesma natureza e da mesma essência de Deus. Nós não temos essa vida naturalmente, pois Jesus diz que quem nasce da carne é carne. Somente podemos recebê-la de presente. E é justamente por isso que Deus manifestou o seu amor, dando-nos o seu único Filho para nos salvar (Jo 3.16). Jesus mesmo abriu a porta para entrarmos no Reino de Deus com seu sacrifício na cruz. Quem aceita o convite de entrar por ela nasce de novo. Oração: Senhor Jesus, pedimos perdão pelos nossos pecados e entregamos a nossa vida aos teus cuidados.

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22 de setembro
O REINO DA JUSTIÇA DE DEUSLeitura: Mateus 6.13 e João 8.1-11“Se a justiça de vocês não for muito superior à dos fariseus e mestres da lei, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus.” (Mt 5.20)Como discípulos de Jesus poderiam ultrapassar a justiça dos escribas e fariseus, que eram famosos pelo seu conhecimento e obediência à lei de Deus? Eles não se empenhavam para agradar a Deus e ser reconhecidos nisto pelos homens? O que seria muito superior à sua justiça?Na história da mulher adúltera são confrontados dois conceitos de justiça. Os fariseus e os mestres da lei tentaram confrontar a postura de misericórdia e amor de Jesus com a Lei. Esperavam que ele contrariasse a Lei para poderem acusá-lo. No seu conceito de justiça, eles próprios eram os juízes. Jesus realmente concorda com eles em aplicar o que a lei estabelecida. Mas há algo maravilhoso em Deus e que nós devemos aprender desde pequenos: em sua soberania Deus é quem julga, não o homem. Ao dizer “Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela” Jesus mudou o curso dos acontecimentos. Levou todos a refletir e concluir que se encontram na mesma condição da adúltera: em pecado! Quando nossos pecados vêm à tona, a justiça na qual nós mesmos agimos como juízes perde sua força do ataque. Somos obrigados a refletir sobre nosso conceito de justiça. Com ele apenas poderemos condenar a nós mesmos, pois a medida que usarmos, também será usada para medir-nos (Mt 7.1).Louvado seja Deus que no seu Reino vale outra justiça! A mulher adúltera a experimentou, porque não se esquivou de Jesus! Sua justiça perdoa. Por isto Paulo conclui: “Portanto, não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Oração: Senhor, faze nascer sobre nós o sol da tua justiça!
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23 de setembro
O REINO DO AMOR Leitura: Deuteronômio 6.5, Levíticos 19.18 e Lucas 10.25-37“Ame o seu próximo como a si mesmo.” (Lc 10.24)Além de ser caracterizado pela justiça que agracia o pecador com o perdão de Deus, o Reino de Deus também se caracteriza por capacitar para amar. Os herdeiros do Reino obedecem aos mandamentos de Deus, que se resumem em amar a Deus e amar ao próximo.Amor a Deus e amor ao próximo! É tão simples. Mas para aquele doutor da lei este último parece obscuro. Por isto ele quer uma resposta clara de quem seria o seu próximo. Em vez de uma resposta direta, Jesus lhe conta uma história que escandalizou quem a ouviu. Diversas pessoas viajavam de Jerusalém, a cidade do templo onde se prestava culto a Deus, para Jericó. O trajeto era uma descida de serra deserta. O primeiro viajante é assaltado. Os dois que vêm logo atrás são gente de igreja que dizem que amam a Deus. Mas eles se esquivam de ajudar. O último viajante é justamente o herético samaritano que, no templo, só podia ficar no pátio dos gentios. Precisamos redescobrir o que escandaliza nesta história.É evidente que o que choca na parábola é que alguém sem carimbo de crente ofereceu ajuda e os crentes não o fizeram. Por que não? Porque para eles, como para cada um de nós, o grande desafio da vida é deixar de ser o “centro do mundo”. É claro que nós conhecemos esta lição, mas ela é difícil de ser colocada em prática. O doutor da lei pretendia definir as suas obrigações. Mas a parábola do samaritano o leva para um lugar desconhecido. Não podemos saber quanto tempo, quanta disposição, quanto dinheiro vamos gastar. A compaixão transtorna os nossos planos e nos lança no imprevisto. Oração: Ajuda-nos, ó Deus, a ver aqueles que não têm “rosto” e nem “voz” e que sofrem por falta de amor!
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24 de setembro
O REINO FUTUROLeitura: Mateus 6.13 e 25.1-13
“Vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora.” (v.13)No Evangelho de Mateus Jesus conta duas parábolas antes da sua morte: a das dez virgens e a dos talentos. As duas destacam a nossa preparação para a vinda do Senhor. As dez virgens saem ao encontro do noivo empolgadas, alegres e tranqüilas. Enquanto o aguardam, até cochilam e dormem. Todas esperam a chegada festiva do noivo. Há, porém, uma profunda diferença entre elas: as prudentes levaram óleo de reserva consigo e as insensatas, não. O âmago desta parábola não é o óleo, pois as insensatas puderam reabastecê-lo e voltar ao encontro com o noivo. O fato decisivo acontece quando elas batem na porta. O noivo não pergunta onde haviam estado; não as repreende por terem deixado faltar óleo, nem fala do atraso delas. Simplesmente diz: “A verdade é que não as conheço”. Este é o âmago da parábola!Certamente Jesus nos conhece a todos, mas não é desse tipo de “conhecimento” que ele se refere nesta parábola. Jesus está dizendo: “Você nunca me levou a sério. Você jamais me colocou em primeiro lugar em sua vida; o seu coração não está neste relacionamento...”Outra lição importante é que na hora em que o noivo chega as prudentes não podem compartilhar o óleo. O relacionamento com Jesus é pessoal e intransferível. Todos precisam prestar contas dele individualmente. Cada um só pode obter a graça na medida da sua própria preparação. Aqui somos lembrados que a intimidade com o Senhor é fruto da oração. Nós estamos meditando sobre a conclusão do Pai-Nosso, que expressa a certeza e a alegria que resultam da conversa filial com o Pai Celeste.Oração: Querido Pai, queremos ser conhecidos por ti!
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25 de setembro
A CAMINHO DO REINOLeitura: Mateus 6.13 e Salmo 25.1-14Bom e justo é o Senhor; por isto mostra o caminho aos pecadores. Conduz os humildes na justiça e lhes ensina o caminho. (Sl 25.8s)Este salmo é a expressão de alguns sentimentos que Davi experimentou na própria alma. Dentre eles, a sua consciência de pecado (os pecados e as transgressões da minha juventude), a sua confiança na misericórdia de Deus (volta-te para mim e tem misericórdia de mima, pois estou só e aflito) e o seu desejo de conhecer a graça e os caminhos do Senhor. Convencido da sua condição de pecador, Davi deseja ardentemente ouvir a voz da graça e da misericórdia de Deus. Como posso conhecer verdadeiramente a Deus? E como posso ser conhecido por ele? Somente o pecador consciente e arrependido de sua rebeldia pode conhecer os caminhos de Deus! Aos humildes Deus ensina o caminho. João Batista pregava: “Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus!”. Para ser presenteados com a entrada no Reino de Deus precisamos passar por uma mudança interna de pensamento no que diz respeito ao pecado, bem como uma mudança interna de caráter. Assim foi com Davi e assim deve ser conosco para que Deus governe verdadeiramente o nosso coração.E não há como não sublinhar neste salmo o “segredo” e a “aliança” de Deus (v. 14), que na verdade são a mesma coisa: o evangelho, ou a graça de Deus em Cristo Jesus. Que é oferecida para aqueles que o temem. Assim oremos junto com Davi:Oração: Mostra-me, Senhor, os teus caminhos, ensina-me as tuas veredas; guia-me com a tua verdade..., pois tu és Deus, meu Salvador, e a minha esperança está em ti o tempo todo.
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26 de setembro
VÁ PARA O SEU QUARTOLeitura: Mateus 6.5-8“Mas quando você orar, vá para o seu quarto ...” (v. 6)Logo que comecei a meditar nesta palavra minha primeira reação foi: “Pô, Deus! Não tinha algo mais ousado pra me pedir? Eu já passo a semana inteira em casa e Tu ainda me pedes pra entrar no quarto? Pensei que irias me pedir grandes coisas, pegar em serpentes, tomar bebidas mortais e não morrer, anunciar o evangelho a culturas exóticas... Mas que pedido é esse?!”Esse foi o meu primeiro confronto com o texto. Ele apenas me fez um pedido simples: vá para o seu quarto. Esse pedido me fez chegar à conclusão de que a vida cristã é simples. Jesus foi um homem simples. Ele sempre agiu pelos bastidores. Definitivamente, Ele não quer show! Vamos analisar a dinâmica de Deus. Jesus era Deus. Humilhou-se em figura humana e nasceu numa estrebaria, entre os animais. Vestiu roupas simples, comeu e cresceu. Aprendeu da cultura simples de um lugarejo da Galiléia, região menosprezada e sem importância. Esse Jesus dedicou-se, não a cultos e ricos, mas aos pobres, doentes, ladrões, enfim, a escória de seu tempo. Assim trouxe tão grandiosa salvação a toda a humanidade!Sabemos que Deus deu grandes experiências aos seus servos na Bíblia, e também as quer dar a nós hoje. Porém, precisamos enxergar essas experiências com outro olhar. Quem provar da simplicidade na relação com esse Jesus simples fará pedidos simples na grandiosa vida de oração. Jesus espera que valorizemos a simplicidade do nosso “cantinho”, ou seja, o nosso lugar de comunhão com Deus, acima de qualquer outra coisa ou atividade.Oração: Senhor, perdão se tenho amado mais a oração em público do que a verdadeira intimidade contigo.
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27 de setembro
SAIU PARA O MONTE A FIM DE ORARLeitura: Mateus 6.5-8 e Lucas 22.39-42“...vá para seu quarto, feche a porta e ore ...” (v. 6)Somos frutos de uma sociedade ativista, que supervaloriza as agendas lotadas e as muitas atividades. Como resultado disso a oração, que é uma atitude inerte, é fatalmente colocada em descrédito. Certa vez Caio Fábio contou uma experiência que ilustra brilhantemente o lugar no qual se encontra a oração. Todo dia pela manhã ele costumava dedicar duas horas para oração. Numa dessas manhãs, foi interrompido por um membro de sua igreja. “Pastor, o que o senhor está fazendo agora?”, ele indagou, e Caio respondeu: “Estou orando, como sempre faço neste horário”. Assim que ele terminou de falar seu visitante exclamou: “Já que o senhor não está fazendo nada, vamos visitar tal irmão, em tal lugar?”Parece grosseiro, mas é assim que alguns de nós consideramos o tempo de oração: um nada. Porém aquele que vive com a oração sabe que não vive numa ilusão. Entende que é participante do Reino de Deus e que sua oração pode alterar o curso dos eventos da humanidade. “Orar é desencadear poderes no interior do homem e no céu os quais se transformam em ação das mais eficazes. É se unir com o mais forte dos aliados, mudar as situações e dar um golpe de estado nas coisas imutáveis” (Caio Fábio).Para Jesus a oração era algo muito prático. Ele começou seu ministério com oração. Orou antes e depois de curar. Não escolheu seus discípulos sem antes orar, preparou-se para a cruz orando no jardim de Getsêmani e, por fim, e terminou seu ministério orando: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu Espírito” (Lc 23.46).Oração: Senhor, ajuda-nos a crer que de fato Tu nos ouve e que não estás indiferente à nossa oração.
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28 de setembro
FECHE A PORTALeitura: Mateus 6.5-8 e 2 Reis 4.32-35
“...vá para seu quarto, feche a porta ...” (v. 6)Para ilustrar a situação do homem atual na sua relação com Deus quero contar uma historinha. Em certa fazenda eram criadas emas para comercialização do couro. Lá duas emas estavam confinadas em um espaço protegido por grandes cercas de alta tensão. Chegando a madrugada, uma matilha de lobos se aproximou e começou a acuá-las ferozmente do lado de fora da cerca. As emas ficaram muito assustadas e corriam de um lado para o outro. No clarear do dia os tratadores foram levar a ração matutina e encontraram as duas mortas. Chamaram os veterinários da fazenda para averiguar a razão da morte. Como a cerca estava intacta e não encontraram sequer um arranhão nos dois animais, constatou-se, após minuciosa investigação, que as duas aves tinham morrido de estresse.Apesar das enormes cercas de proteção as emas não se sentiram seguras; por isso correram desesperadamente a noite toda, pensando assim que se livrariam do ataque dos lobos. Às vezes parece que vivemos tão preocupados com os “lobos” das necessidades diárias! Deixamo-nos acuar peloreconhecimento profissional, pelo desempenho na faculdade, pelo futuro... Não enxergamos o presente, nem damos ouvidos ao Deus protetor que acampa seus anjos ao nosso derredor! Perdemos, assim, grandes momentos de silêncio na presença de Deus. O “quarto fechado” representa o retiro da nossa correria diária para a relação silenciosa com Cristo. Para que essa relação seja profunda é necessário aquietar – não somente a boca, mas a mente e o coração – de todo ruído.Oração: Senhor, queremos nos desembaraçar de todos os ruídos que nos impedem de ouvir e ver quem Tu és.
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29 de setembro
SEU PAI VÊ EM SECRETOLeitura: Mateus 6.5-8 e 1 Reis 17.19-22“...feche a porta e ore ao seu Pai que está em secreto.” (v. 6)A fé cristã é uma fé particular e pessoal. Ela conduz o ser humano a uma reflexão individual, a um questionamento sobre si próprio. Solitude é uma expressão que calha muito bem com este tema e também com o convite que Jesus nos faz através desta palavra sua. Solitude não é o mesmo que solidão. Solidão é estar ou sentir-se sozinho, aquém de qualquer proximidade com o outro, é estar desamparado, solitário. Solitude é uma postura de reflexão, de retiro, auto-questionamento que conta sempre com a revelação e o cuidado de Deus.Muitas vezes enxergamos esse retiro para o quarto como algo tão monótono que associamos esse lugar de solitude a uma cela (prisão). Para esses momentos vale a pena lembrar algumas frases de Tomás de Kempis (1379–1471). Ele escreve em seu livro sobre discipulado: “Na cela encontrarás o que fora dela muitas vezes perdes”; “Aprende a deixar as coisas exteriores e aplica-te às interiores. Então verás o Reino de Deus vir a ti”. Algumas características daquele que busca a Deus sozinho em seu quarto: ele reconhece que depende de Deus, que precisa de conselhos, que só Deus pode salvá-lo, que a paz e o consolo para sua alma vem desta conversa a sós com Jesus. Com quem eu passo a maior parte do tempo? Esta pergunta que me vem à mente quando leio este texto. Jesus, em diversas ocasiões, abandonou a turba que o seguia para estar a sós e com os discípulos. Vejo nesta atitude que a maior das vocações consiste no fato de Deus ter nos chamado para estarmos com Ele. Em Jesus encontramos a melhor companhia que podemos ter, seja qual for a hora e o lugar.Oração: Senhor, quero ter a ousadia e a coragem de me deixar sondar no tempo a sós contigo.
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30 de setembro
DEUS CONHECE VOCÊLeitura: Mateus 6.5-8“...vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto.” (v. 6)Na segunda-feira mencionei que Jesus não quer show. Ele vive nos bastidores, porque esta é a característica do seu Pai Celeste. Ele é um Deus que está em secreto! Por que será que esse Deus não faz questão de identificar-se com uma imagem ou um nome? Será que Ele está sempre “brincando de esconde-esconde”? A Bíblia não nos apresenta um Deus anônimo, sem rosto, pois Jesus veio para revelá-lo a nós. E o que Jesus nos revela é isto: o Criador de céus e terra não precisa de palco nem de holofotes para aparecer! Não há ninguém que se iguale a Ele! Mas Ele oculta sua majestade para não nos inibir de falar com Ele. Por este motivo Jesus se tornou gente como nós. Assim Jesus nos ensina a postura na qual devemos orar: o Pai que está em secreto irá ouvir-nos. A comunhão do discípulo de Jesus com seu Senhor não pode ser em estar “na vitrine”. Bem pelo contrário, ela acontece no quarto, sozinho, quieto, sem esperar reconhecimento, na solitude. Quem for autêntico na sua relação com Deus sabe que ficar só na presença dele faz parte dessa experiência. A vida de oração não é para a própria glorificação! Antes, é intimidade, serviço e abnegação. Nossa oração deve ser motivada muito mais pelo amor a Jesus e ao próximo do que por pedidos pessoais e amor próprio. Deus quer que aquele que se aproxima dele confie que está falando com o Deus vivo, ainda que não possa enxergá-lo. É, pois, nessa solitude que somos reconhecidos e conhecidos por Deus como filhas e filhos seus.Ore pedindo a Deus amor pela comunhão com Ele em secreto, sem esperar qualquer reconhecimento.
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