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JESUS ENSINA COMO ORAR

Pr. João da Cruz Parente

ORAÇÃO - Comunicação com Deus. Como Deus é pessoal, todos os indivíduos podem comunicar-se com Ele em oração. Porém, os pecadores que ainda não entregaram sua vida a Jesus Cristo para serem salvos permanecem afastados de Deus. Portanto, embora os incrédulos possam orar, eles não possuem o pré-requisito básico que lhes permitiria ter comunhão com Deus. Essas pessoas não preenchem as condições estabelecidas na Bíblia para uma oração eficaz. (dib)


PRIMEIRO: ADORE, LOUVE E HONRE A DEUS
Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
Mateus 6.9 (ara)

“Pai nosso, que estás nos céus” – indica que Deus não é apenas majestoso e santo, mas também pessoal e amoroso. A primeira sentença desta oração modelo é uma declaração de louvor e um compromisso de honrar e respeitar o nome santo de Deus. Podemos honrar o nome de Deus tendo cuidado ao usá-lo respeitosamente. Se usarmos o nome de Deus levianamente, não nos estaremos lembrando de sua santidade.
(beap)

“Santificado” - quer dizer Seja venerado ou honrado. Está em foco a honra de Deus entre os homens. Que sejam reconhecidas a sua bondade e santidade entre os homens. A primeira petição é que o caráter santo e bondoso de Deus seja reconhecido e respeitado entre os homens, conforme já sucede nos céus, onde Deus apresenta suas principais manifestações. Tudo quanto sabemos sobre Deus deve ser venerado. A primeira petição não alude às necessidades da vida física do homem, mas à principal necessidade, que é o reconhecimento do caráter de Deus por parte dos homens e das suas relações, como Pai, para com a humanidade. (nti)

SEGUNDO: PEÇA A VONTADE DE DEUS E NÃO A SUA
Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.
Mateus 6.10 (arc)

“Venha o Teu reino” – Devemos orar pela presença e manifestação espiritual do reino de Deus agora. Isso inclui a operação do poder de Deus entre o seu povo para destruir as obras de satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o Espírito Santo sobre o seu povo. (bep)

“Seja feita a tua vontade” – Orar “seja feita a tua vontade” significa que anelamos sinceramente que a vontade e o propósito de Deus sejam cumpridos em nossa vida e na vida dos nossos familiares, segundo seu plano eterno. Podemos conhecer a vontade de Deus, primeiramente através da Bíblia, que é a sua vontade revelada, e através da direção do Espírito Santo em nosso coração (cf. Rm 8.4-14). A vontade de Deus é cumprida quando oramos para que o reino de Deus e a sua justiça prevaleçam entre nós (v.33). (bep)

TERCEIRO – RECONHEÇA QUE DEUS LHE SUSTENTA
O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Mateus 6.11 (ara)

Quando oramos “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, estamos reconhecendo que Deus é quem nos sustenta e supre nossas necessidades. É uma concepção errada pensar que provemos a nossa própria subsistência. Devemos confiar em Deus a provisão diária do que Ele sabe que precisamos.
(beap)

Leve suas carências físicas e pessoais ao conhecimento de Deus. Lembre-se que a Escritura nos diz que Deus suprirá todas as nossas necessidades (Fil 4.19) – (benv)

QUARTO – PEÇA PERDÃO E TAMBÉM PERDOE
Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
Mateus 6. 12 (arc)

“Perdoa...assim como nós perdoamos.” – Na oração devemos tratar dos nossos pecados e também estar dispostos a perdoar aqueles que nos fizeram mal (vv.14,15; Hb 9.14; 1 Jo 1.9).
(bep)

Os pecados podem ser reputados dívidas a Deus. Esta petição trata de nosso dever moral para com Deus. A palavra, no grego clássico, visava as dívidas no sentido literal, e a mesma é aqui usada para indicar as dívidas morais e a necessidade que temos do perdão de Deus e da dependência à sua misericórdia. O homem –nada tem- para pagar a Deus, em troca do perdão, e, assim sendo, deve depender do perdão gratuito de Deus. (nti)

QUINTO – PEÇA LIVRAMENTO E LOUVE A DEUS
E não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal; pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém!
Mateus 6.13 (ara)

“E não nos deixes cair em tentação”. – Todos os cristãos experimentam conflitos durante a tentação, que, em alguns momentos, parece tão sutil que sequer percebemos o que está acontecendo conosco. Mas Deus prometeu que não permitirá que sejamos tentados além daquilo que podemos suportar (1 Co 10.13). Peça a Deus para ajudá-lo a reconhecer a tentação, dar-lhe forças para vencê-la e escolher o caminho que esteja de acordo com a vontade dEle.
(beap)

“Livra-nos do mal”. – Todos os crentes são objeto especial da hostilidade e dos maus propósitos de satanás. Por essa razão nunca devemos esquecer de orar para que Deus nos livre do poderio e das tramas do inimigo.
(bep)

Parceria divina: “Pois teu é o Reino”. Louve a Deus por compartilhar seu Reino, poder e glória com você (2 Tm 4.18; Lc 10.19; Jo 17.22).
ESSA É A ORAÇÃO QUE O ENSINA A ORAR. (BEP)


REFLETINDO:
A primeira metade da oração aborda a glória e a vontade de Deus, ao passo que as outras petições concernem às necessidades físicas e bem estar espiritual dos discípulos. Certamente Jesus quer que esta oração seja modelo de toda oração cristã não só em conteúdo, mas também em forma e ordem. É apropriado que o louvor a Deus e o reconhecimento de sua soberania no mundo venham em primeiro lugar na oração. Sem a primeira metade, ela se assemelha a simples lista de compras, e para algumas pessoas Deus é reduzido a mero moço de recados, obrigado a suprir todo capricho humano. Com toda a familiaridade da Oração do Senhor, ela não compromete a norma universal de Deus. Súplicas, pedidos pessoais e intercessões devem ser acompanhadas pelo espírito de ação de graças (1 Tm 2.1). (cbp)


São Paulo, 17 de outubro de 2005

Pr. João da Cruz Parente
E- mail: prparente@hotmail.com


BIBLIOGRAFIA UTILIZADA
Bíblia - Almeida revista atualizada - (ara)
Bíblia - Almeida revista corrigida - (arc)
Bíblia - de estudo aplicação pessoal - (beap)
Bíblia - de estudo pentecostal - (bep)
Bíblia - de estudo novo viver - (benv)
Bíblia - de estudo plenitude - (BEP)
Novo Testamento interpretado - (nti)
Dicionário ilustrado da Bíblia - (dib)
Comentário bíblico pentecostal - (cbp)

Dez orações que Deus não responde

1. Quando a oração peca pelo egoísmo (Lucas 18:11-12)

11 O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano. 12 Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

2. Quando oramos sem fé ( Hebreus 1:6)

6 Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

3. Quando a oração é usada no lugar da ação (Êxodo 14:15)

15 Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? dize aos filhos de Israel que marchem.

4. Quando procuramos mudar os propósitos de Deus (Deuteronômio 3: 25-27)

25 Rogo-te que me deixes passar, para que veja essa boa terra que está além do Jordão, essa boa região montanhosa, e o Líbano! 26 Mas o Senhor indignou-se muito contra mim por causa de vós, e não me ouviu; antes me disse: Basta; não me fales mais nisto. 27 sobe ao cume do Pisga, e levanta os olhos para o ocidente, para o norte, para o sul e para o oriente, e contempla com os teus olhos; porque não passarás este Jordão.

5. Quando coloca em primeiro plano a sua própria vontade (Lucas 22:42)

O Senhor Jesus nos dá um perfeito exemplo do modo correto mesmo diante do maior de todos os sacrifícios dizendo: Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.

6. Quando há incredulidade (Tiago 1:6-7)

6 Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. 7 Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa,

7. Quando se procura evitar o castigo necessário (2 Samuel 12:16-18)

16 Davi, pois, buscou a Deus pela criança, e observou rigoroso jejum e, recolhendo-se, passava a noite toda prostrado sobre a terra. 17 Então os anciãos da sua casa se puseram ao lado dele para o fazerem levantar-se da terra; porém ele não quis, nem comeu com eles. 18 Ao sétimo dia a criança morreu; e temiam os servos de Davi dizer-lhe que a criança tinha morrido; pois diziam: Eis que, sendo a criança ainda viva, lhe falávamos, porém ele não dava ouvidos à nossa voz; como, pois, lhe diremos que a criança morreu? Poderá cometer um desatino.

8. Quando a oração é insincera (Mateus 6:5-7)

5 E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 6 Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará. 7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos.

9. Quando os motivos e os desejos são carnais (Tiago 4:2-3)

2 Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. 3 Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.

10. Quando se procura a volta das oportunidades perdidas (Lucas 13:24-27)

24 Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. 25 Quando o dono da casa se tiver levantado e cerrado a porta, e vós começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos; e ele vos responder: Não sei donde vós sois; 26 então começareis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença, e tu ensinaste nas nossas ruas; 27 e ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade.

Autor: (Desconhecido) - adaptação Almir Lima

A oração de joelhos

Prof. Anísio Renato de Andrade
A oração, enquanto comunicação com Deus, não está vinculada à postura física. Podemos orar em pé, andando, correndo, sentados ou deitados (At.3.8; Salmo 149.5), mesmo porque alguma circunstância ou enfermidade pode restringir nossos movimentos. Contudo, é bíblica a atitude de se orar de joelhos (Mc.1.40; Lc.22.41; At.9.40; 20.36; 21.5). Não podemos criar uma doutrina fixa em torno dessa prática, mas devemos reconhecer sua validade.
Surge então a questão: Qual é a importância de tal postura?
O ato de ajoelhar-se diante de alguém faz parte dos costumes humanos desde as mais antigas civilizações. A passagem de um rei, de uma rainha, ou de outra pessoa a quem se quisesse honrar ou suplicar, era motivo para que os indivíduos se ajoelhassem ou mesmo se prostrassem com o rosto em terra (Et.3.2; Gn.17.3,17; 18.2; 19.1; 37.10; 42.6). Daí vem a palavra “adoração” no sentido de “prostração”. Tal reverência exigida pelos monarcas era também demonstrada nas religiões como ato de culto aos ídolos (Êx.20.5), ou até mesmo ao verdadeiro Deus (Gn.24.52; Ap.7.11). O próprio Satanás, querendo que Cristo o adorasse, gostaria que o fizesse prostrado diante dele (Mt.4.9).
Embora possamos orar de pé, e em muitos casos será necessário fazer assim, essa posição pode indicar a altivez de quem ora (Mt.6.5). A expressão “de dura cerviz”, usada no Velho Testamento, significa exatamente aquele que não se dobra, não se inclina.
Ajoelhemo-nos diante do Senhor, mas não por obrigação, não por falsidade (Mc.15.19), não como prática meramente religiosa, mas conscientes de todo o significado de tal postura. Quando nos ajoelhamos, estamos realizando um ato simbólico, indicando que reconhecemos o Senhor como Rei e nos colocamos diante dele como súditos, submissos à sua vontade, humilhando-nos diante da sua santidade, suplicando sua misericórdia e seu favor para conosco.
Que o nosso corpo ajoelhado seja a expressão de uma alma prostrada diante de Deus e uma vida de obediência a ele. E quando nos levantarmos, levemos conosco o propósito de servir àquele a quem adoramos (Mt.4.10).
Embora seja bíblico o ato de ajoelhar-se, não existe nenhum mandamento nesse sentido. O Senhor nos deixou à vontade para demonstrarmos livremente a nossa adoração, a nossa reverência diante dele.
O salmista nos convida: “Oh, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou”. (Salmo 95.6).
Em caso de utilização impressa do presente material, favor mencionar o nome do autor: Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.
Para esclarecimento de dúvidas em relação ao conteúdo, encaminhe mensagem para anisiorenato@ig.com.br
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