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Vaticano pede orações pelo fim de abusos na igreja

da BBC Brasil
O cardeal Cláudio Hummes propõe uma oração mundial pelas vítimas dos sacerdotes pedófilos e para reparar a falta de padres.
O anúncio foi feito na edição deste final de semana do jornal oficial do Vaticano, o "L'Osservatore Romano".
"Pedimos a todos que façam a adoração eucarística para reparar diante de Deus aquilo que foi feito de grave e para trazer de volta a dignidade das vítimas", afirmou o prefeito da Congregação para o Clero.
Na avaliação do cardeal brasileiro, é uma prioridade estimular a criação de um grande movimento espiritual de orações por todos os sacerdotes e pela santificação deles.
"São muitas coisas a fazer para o bem do clero e a fecundidade do ministério pastoral no mundo de hoje", disse D. Cláudio, que preside a Congregação responsável por mais de 400 mil padres católicos em todo o mundo.
"Sempre houve problemas, porque nós somos todos pecadores. Mas, nos dias de hoje, coisas muito graves têm sido reveladas."
Menos de 1%
Segundo D. Cláudio, deve-se lembrar sempre que apenas uma parte mínima do clero está envolvida em situações consideradas sérias.
"Menos de 1% está envolvido com problemas de conduta moral e sexual", assinalou.
"A grande maioria não tem nada a ver com fatos desse gênero. Mas todos os sacerdotes necessitam ajuda espiritual para continuar a viver a própria vocação e a própria missão no mundo de hoje."
Diferente do prefeito da Congregação para o Clero, alguns grupos que lutam contra os abusos sexuais praticados por padres católicos na Itália acreditam que uma jornada mundial de orações não seja suficiente para acabar com o problema da pedofilia na Igreja Católica.
"Na ótica da fé, a oração não serve sem a prática, porque até mesmo os mafiosos costumam rezar. Para um crente, a oração pode ser válida apenas se tiver como premissa a prática", disse à BBC Brasil Massimo Merighi, coordenador do grupo Bispensiero.
"Do ponto de vista da vítima, rezar não serve para nada. O que serve são boas ações, respeitando sempre a vontade de Deus. Isso significa deixar as crianças em paz, não fazer mal a elas."
Na mesma linha da iniciativa de D. Cláudio, há mais de um ano, o padre Raniero Cantalamessa, orador da Casa Pontifícia do Vaticano, disse que a Igreja Católica deveria fazer um dia de jejum e penitência para pedir perdão aos abusos sexuais envolvendo alguns de seus representantes.
Cantalamessa disse, na presença do papa, que a Igreja tinha "chorado e suspirado" recentemente "pelos detestáveis atos cometidos em seu seio por alguns de seus ministros e pastores". De acordo com ele, seria importante mostrar publicamente arrependimento diante de Deus e solidariedade com as vítimas.
Estados Unidos
Os grandes escândalos de pedofilia surgiram em 2002 nos Estados Unidos, quando vários padres da arquidiocese de Boston foram transferidos de paróquias por abusar de inúmeras crianças.
Depois disso, inúmeros processos contra sacerdotes foram abertos no país, levando a Igreja Católica a pagar indenizações milionárias às vítimas.
Ao redor do mundo, incluindo o Brasil e a Itália, vários padres foram denunciados. Alguns acabaram exonerados, tiveram de renunciar ou foram presos.
No texto do "L' Osservatore Romano", D. Cláudio disse que já foram enviadas cartas a dioceses, paróquias, reitorias, capelas, monastérios, conventos e seminários, para incrementar a prática da adoração eucarística continuada para todos os sacerdotes e às vocações sacerdotais.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u360862.shtml

D. Cláudio ataca proselitismo de igrejas neopentecostais

MAURÍCIO SIMIONATOda Agência Folha, em Indaiatuba
O prefeito da Congregação para o Clero, no Vaticano, cardeal dom Cláudio Hummes, 73, disse em discurso ontem no 12º Encontro Nacional de Presbíteros (padres), em Indaiatuba (SP), que um dos problemas mais graves que desafiam a Igreja Católica no país é o "ativismo proselitista das seitas neopentecostais".
Segundo o cardeal, essa seitas "são agressivamente anticatólicas". No discurso, feito para cerca de 400 padres de todo o Brasil, o cardeal disse que as "chamadas seitas protestantes de perfil neopentecostal crescem extraordinariamente".
"Elas são ativistas e proselitistas ao extremo e, por vezes, declaradamente anticatólicas", disse o cardeal, também arcebispo emérito de São Paulo.
Na missa de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, em Aparecida (SP), no ano passado, o papa Bento 16 afirmou que "a Igreja [Católica] não faz proselitismo".
Uma das maiores neopentecostais, a Igreja Universal do Reino de Deus, foi procurada ontem via assessoria de imprensa para comentar as declarações de dom Cláudio, mas até a conclusão desta reportagem --ontem, às 21h-- não havia se manifestado.
Dom Cláudio foi nomeado em 2006 por Bento 16 para comandar a Congregação para o Clero --um dos cargos mais importantes do catolicismo-- e hoje mora no Vaticano. Entre suas principais atribuições estão a formação e disciplina de padres.
Pedofilia
O cardeal destacou em seu discurso que outro problema grave enfrentado pela igreja "são os desvios e abusos de conduta moral-sexual" --apesar de eles serem, segundo dom Cláudio, "problemas muito destacados e superdimensionados pela mídia".
"O mais grave é, sem dúvida, o da pedofilia, grave principalmente por causa das vítimas, que são crianças cujas vidas ficarão traumatizadas e feridas, quase sempre de modo irreparável", afirmou. No entanto, dom Cláudio disse que 99% dos sacerdotes da igreja "são homens dignos".
Ainda em seu discurso, o cardeal sugeriu que os padres devam "atualizar sempre os seus conhecimentos" e ter "auto-disciplina no uso da televisão e da internet".
Política
Sobre o posicionamento da igreja diante da proximidade das eleições, dom Cláudio disse que o eleitor não deve escolher o candidato "só em troca de certos favores ou agrado".
"Tem que ver realmente qual é o programa e qual é a condição que o candidato tem para realizá-lo. Tem que ver se o candidato é sincero ou não, se tem condições, se tem dinheiro e equipe para fazer isso. Não adianta fazer projetos mirabolantes e que são muito bonitos, mas que depois não são realizados", disse dom Cláudio.
O cardeal afirmou ainda que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) continuará a cobrar reformas no país.
"O governo às vezes até tem vontade de fazer, mas ele não sente apoio político. O povo deve se pronunciar e fazer pressão democrática."
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